O secretário-geral assistente da ONU para Assuntos Humanitários informou que a Venezuela vive uma operação de socorro de grande complexidade após dois terremotos ocorridos na quarta-feira. O total de desaparecidos passa de 50 mil, enquanto o número de mortos já alcança 929, segundo as autoridades venezuelanas nesta sexta-feira.
O balanço oficial aponta ainda 2.980 feridos. O governo indicou que o quadro pode indicar números ainda maiores conforme as equipes avançam nas buscas entre escombros em diversas regiões do país, com danos extensos principalmente na capital Caracas.
A ONU informou que equipes de resgate de pelo menos 17 países trabalham no terreno. Atualmente há 35 equipes em campo, mais de 1.600 profissionais especializados em busca e salvamento urbano, e mais de 100 cães treinados. Drones também são usados para alcançar áreas inacessíveis.
Desdobramentos e contexto
Dois tremores, com magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela na quarta-feira, causando danos generalizados. Estruturas ficaram destruídas em múltiplas zonas, incluindo a região de La Guaira, a cerca de 40 km de Caracas.
As agências humanitárias pedem acesso rápido e irrestrito a áreas afetadas e dependem de apoio internacional para as operações de socorro. A mobilização busca manter o número de mortos o menor possível, enquanto a situação permanece em evolução.
Apoio internacional e medidas
Os Estados Unidos interromperam temporariamente sanções econômicas por quatro meses para evitar que dificultem as ações de auxílio. O objetivo é facilitar a entrada de equipes, equipamentos e insumos necessários à assistência às vítimas.
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