Um veterano militar russo revelou em vídeo acusações contra comandos do Exército da Rússia na Ucrânia. Segundo Alexander Lunin, milhares de combatentes teriam sido mantidos em cativeiro e torturados por se recusarem a cumprir ordens consideradas suicidas. A denúncia também aponta assassinatos de militares, com mortes supostamente encobertas como desaparecimentos em combate.
O material circula nas redes sociais e, segundo a agência Reuters, atingiu mais de 12 milhões de visualizações em 24 horas. Lunin, que mora na região de Voronezh, na Rússia, afirma ter presenciado abusos e pede audiência direta com o presidente Vladimir Putin, em transmissão ao vivo, para tratar do tema.
O Kremlin informou que foi informado sobre as acusações, mas ainda não analisou o vídeo. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que o regime não havia visto o registro e que não comentaria o conteúdo no momento. Ele descreveu, porém, o material como apresentando formulações estranhas.
Reação do Kremlin
Peskov destacou que, sem análise, não é possível confirmar ou negar as denúncias. A declaração reforça a ausência de confirmação oficial até o momento, enquanto autoridades ainda avaliam a veracidade das alegações apresentadas no vídeo.
Contexto da denúncia
Não há confirmação independente de autoridades russas ou de organizações humanas sobre os relatos. A divulgação ocorre em meio a tensões por operações militares na Ucrânia, com o governo diante de críticas sobre conduta e relatos de violações.
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