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Brasileira descreve 40 segundos de pânico após terremotos

Brasileira em Caracas relata dois tremores em menos de um minuto, causando pânico e evacuação; mobilização de voluntários e apoio internacional se intensificam

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Foram 40 segundos de pânico vividos por uma brasileira que mora em Caracas, na Venezuela, durante os terremotos que atingiram o país. A ocupante de Baruta descreveu dois abalos sucessivos que sacudiram a residência em menos de um minuto, conforme relato à CNN Brasil.

A moradora, que vive a cerca de 40 minutos de La Guaira, relatou que Caracas fica em um vale a 900 metros do mar, e que a região foi atingida de forma mais branda, enquanto Chacao, município vizinho, teve quatro edifícios desabados.

Dois tremores em sequência

O primeiro abalo pegou o casal desprevenido na quarta-feira, feriado, quando se preparavam para acompanhar um jogo do Brasil. Prateleiras despencaram e objetos se quebraram.

Ao crer que o tremor diminuía, ocorreu um segundo abalo imediatamente, aumentando o pânico. Eles ajudaram vizinhos a evacuar o prédio e deixaram o local por cerca de duas horas.

Com internet disponível durante todo o episódio, a moradora acompanhou as informações sobre os danos, incluindo os edifícios desabados em Chacao.

Ela lembrou que, em 1967, a região foi atingida por um terremoto similar e citou a esperança de que grandes abalos ocorram com menor frequência no futuro.

Solidariedade e organização popular

A tragédia provocou mobilização espontânea na população venezuelana. Jovens criaram um aplicativo para localizar desaparecidos, com listas de vítimas atualizadas nas redes sociais.

Voluntários a postos nos hospitais orientavam famílias sobre informações de parentes, enquanto a comunidade destacava o espírito de unidade local.

No dia seguinte, a brasileira e outras pessoas passaram a cozinhar e distribuir refeições para médicos, acompanhando a chegada de apoio internacional aos esforços de busca.

Questionada sobre o futuro, a moradora ressaltou que vive há 33 anos na Venezuela, com família e empresa locais, e afirmou que prefere um dia de cada vez diante da situação.

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