O Departamento de Defesa dos EUA informou que realizou novos ataques contra alvos no Irã, em resposta direta à agressão continuada aos navios comerciais, incluindo equipamento militar, sistemas de comunicação, sites de defesa aérea e instalações de armazenamento de drones. O ataque foi anunciado após um drone atingir um navio tanque panamenho no Estreito de Ormuz, no sábado.
Centcom afirmou que o ataque norte-americano teve como objetivo vários alvos de importância estratégica no Irã, ressaltando que a operação visa interromper capacidades de ataque contra navios civis. O Exército americano alegou que o Irã recusou cumprir o cessar-fogo ao lançar um drone contra o MT Kiku, tripulado pelo Panamá.
O Estreito de Ormuz continua ativo para o tráfego de navios comerciais, segundo o Centcom. O Irã ainda não comentou sobre os ataques mais recentes. As ações de hoje ocorreram menos de 24 horas após uma retaliação anterior dos EUA, em resposta a um ataque com drone contra o MV Ever Lovely, navio de carga com bandeira de Singapura, em 25 de junho.
Contexto diplomático e desdobramentos
O Comando Central dos EUA descreveu as ações como “uma resposta contundente” ao ataque ao cargueiro, afirmando que a agressão contra o tráfego comercial violou o cessar-fogo acordado entre as duas nações.
O governo iraniano declarou que o navio foi atacado por usar uma rota não autorizada para transitar pela via marítima do Golfo, e afirmou que os ataques retaliatórios do EUA violam o cessar-fogo. O Irã também informou ter promovido novas ações contra alvos vinculados às forças americanas.
Em 17 de junho, EUA e Irã haviam chegado a um memorando de entendimento de 14 itens para encerrar hostilidades, que incluía facilitar a passagem segura de navios comerciais sem cobrança por 60 dias. O tema de tarifas ganhou destaque com declarações públicas recentes.
Reações e caminhos diplomáticos
Autoridades dos EUA afirmaram que negociações com o Irã teriam progredido, com indicações de que Teerã abriu mão de taxação de navios no Estreito de Hormuz. Em contrapartida, o Irã afirmou que não voltaria ao status anterior da gestão da via. Lagos de Muscat discutiram gestão futura da navegação, com apoio de Omã a passagem livre de tarifas.
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