O Exército de Israel realizou novos bombardeios neste sábado na região de Nabatieh, no sul do Líbano, um dia após a assinatura de um acordo-quadro mediado pelos EUA em Washington. O texto prevê paz e segurança duradouras entre os dois países, segundo a declaração israelense.
A ofensiva mira suposto alvo considerado terrorista que representaria ameaça a militares de Israel, informou a defesa israelense. A agência libanesa NNA afirmou que um drone israelense atingiu Nabatieh al-Fawqa, sem detalhar vítimas ou feridos.
O acordo assinado na véspera estabelece no artigo 7º o direito de autodefesa de ambos os países. Também menciona um anexo de segurança não divulgado, prevendo avanço gradual das Forças Armadas Libanesas no sul, abrindo caminho para retirada gradual das tropas israelenses da região.
Contexto do acordo
Nessa moldura, as partes sinalizam buscar condições para reduzir hostilidades na fronteira sul. O texto evidencia cooperação em nível de segurança e define marcos para eventual reorganização de presença militar na zona.
A resposta internacional, com a mediação dos EUA, envolve compromissos de ambas as partes para evitar múltiplos conflitos na fronteira. O acordo é apresentado como base para estabilidade regional conforme as partes envolvidas.
Reação do Hezbollah
Naim Qassem, líder do Hezbollah, qualificou o acordo como humilhação e renúncia de soberania, alegando invalidade do texto. Ele afirmou que o grupo seguirá atuando para pressionar o cumprimento do entendimento.
Qassem indicou que os militantes continuariam mobilizados para buscar a retirada israelense do Líbano, citando ações por meio de pressões internacionais e regionais. A declaração coloca o Hezbollah em posição de oposição ao acordo.
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