O continente europeu vive mais um dia de calor extremo, com recordes de temperatura em várias regiões. Alemanha e Dinamarca registraram máximas históricas enquanto dezenas de pessoas morreram por causas relacionadas ao calor e afogamentos. Serviços de emergência relatam sobrecarga.
A onda de calor é causada por uma cúpula de ar veio do norte da África, segundo especialistas. O fenômeno, comum em dias quentes, atinge nesta semana França, sul da Inglaterra, Espanha e Itália, e avança para o nordeste europeu. O alerta continua em vigor em diversos países.
Na França, autoridades verificam mortes superiores ao normal, com 74 afogamentos desde 18 de junho. Em Paris, serviços de emergência relatam semanas de alta demanda e sobrecarga hospitalar.
Noites tropicais
Dinamarca atingiu 37°C, recorde histórico de medições iniciadas em 1874. A República Tcheca também bateu o recorde, com 40,6°C, e a Alemanha passou dos 41,5°C. Na Suíça, Basileia registrou 39°C, repetindo marca.
Equipes de resgate atuam em várias frentes para reduzir riscos, incluindo desligar reatores nucleares na França e na Suíça por precaução, já que o resfriamento pode comprometer rios próximos. A água do resfriamento é uma preocupação crítica.
Hospitais em várias capitais enfrentam filas e atendimento de pacientes com piora de doenças associadas ao calor. Em Paris, o volume de ligações de emergência cresceu cerca de 80% na última semana, segundo autoridades locais.
Perspectivas e impactos
Especialistas apontam que as altas temperaturas devem permanecer com variações regionais, dificultando a retomada de atividades. Países europeus já preparam medidas de curto prazo para reduzir demanda por atendimento.
Brasil e outras regiões devem acompanhar os desdobramentos, já que estudos indicam aumento da frequência de ondas de calor com mudanças climáticas impulsionadas pela queima de combustíveis fósseis. O acompanhamento de dados oficiais permanece essencial.
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