O resgate entra na fase crítica no terceiro dia após o terremoto duplo que atingiu a Venezuela. Moradores seguem escavando escombros de casas e prédios desabados, na tentativa de encontrar sobreviventes antes que o tempo se esgote. Segundo agências humanitárias, as primeiras 72 horas são decisivas para resgatar pessoas com vida.
As autoridades anunciaram restrições de acesso a La Guaira, epicentro da destruição, para evitar congestionamento e facilitar as operações de busca. Quem quiser entrar precisa de autorização oficial, com poucas informações divulgadas sobre critérios de passagens.
Diante da escassez de socorristas, venezuelanos organizam buscas por conta própria, buscando parentes desaparecidos. O saldo divulgado subiu para pelo menos 920 mortos e mais de 51 mil desaparecidos, conforme dados oficiais, enquanto o número de feridos supera 3.300.
Forças do governo distribuíram comida e água aos sobreviventes no estado de La Guaira. A presidente em exercício Delcy Rodríguez disse que o governo trabalha em resposta considerada completa durante as horas críticas, destacou a chegada de socorristas internacionais e de ajuda humanitária.
A situação suscita críticas sobre a atuação das autoridades. Relatos de áreas severamente atingidas apontam pouca presença de equipes de resgate estatais, gerando desconfiança sobre a eficácia da resposta pública em meio ao caos.
Ao longo de La Guaira, moradores relatam dificuldades com trânsito e multidões que atrapalham os trabalhos de busca. Equipes de resgate pedem silêncio para ouvir possíveis sinais de vida sob os escombros, enquanto voluntários socorristas internacionais chegam ao país para apoiar as operações.
Desdobramentos e apoio internacional
A Organização Internacional para as Migrações estima que até 6,76 milhões de pessoas podem ser afetadas pela crise, com cerca de 2 milhões apenas em Caracas. Voluntários e equipes de diferentes países já atuam no país, e novas equipes devem chegar nas próximas horas.
Fontes oficiais indicam que 861 voluntários de México, EUA, El Salvador, Suíça, Colômbia e outros países já atuam no terreno. Autoridades informaram que conversas com representantes internacionais seguem para ampliar o apoio logístico e técnico.
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