O terremoto de 24 de junho atingiu a Venezuela com magnitude 7,2, seguido por outro de 7,5 apenas 39 segundos depois. O abalo afetou especialmente Caracas, La Guaira e regiões vizinhas, sobrecarregando um sistema de saúde já fragilizado pela escassez de insumos e pessoal.
O balanço oficial aponta 920 mortos e mais de 3.360 feridos, com pessoas ainda sob escombros. A ONU também estimou que até 50 mil pessoas possam estar desaparecidas. Profissionais de saúde relatam falta de materiais básicos para atender pacientes.
A rede pública de saúde tem atuado, com o Ministério da Saúde anunciando a ativação de oito hospitais na região metropolitana de Caracas e a integração de pelo menos 10 clínicas privadas para ampliar atendimento. Mesmo assim, centros seguem com déficits graves de suprimentos.
Problema antigo persiste: a maioria dos hospitais venezuelanos opera com desabastecimento crônico. Levantamento de 2024 indica que 74% dos hospitais tinham déficit de material cirúrgico, e apenas 4 em cada 10 salas de cirurgia funcionavam. Cobranças não oficiais eram comuns.
A crise afeta também o pessoal. Dados da Federação Médica Venezolana em 2023 mostraram saída de milhares de profissionais, com salários baixos e disputas trabalhistas. Em 2025, a situação foi destacada por autoridades internacionais como grave para serviços públicos.
Ajuda internacional
Apoio externo começa a chegar. Voluntários locais e comunidades usam recursos disponíveis para resgates, diante da falta de equipamentos especializados. Países como México, Chile, Suíça e Turquia enviam assistência.
Brasil
O governo brasileiro anunciou envio de missão humanitária com bombeiros, Defesa Civil e Anatel, somando nove toneladas de equipamentos de resgate. No sábado, um terceiro voo com kits de medicamentos e hospital de campanha foi programado para a Venezuela.
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