A Venezuela anunciou neste sábado que 1.600 integrantes de equipes de resgate internacionais já chegaram para ajudar nas buscas por sobreviventes dos dois terremotos que deixaram ao menos 920 mortos. O anúncio ocorreu com o país sob restrições de acesso na região afetada.
Equipes de resgate trabalham em La Guaira, próximo a Caracas, onde pelo menos 100 edifícios foram danificados ou destruídos. Moradores reclamam de falta de equipamentos pesados e da atuação limitada de autoridades locais.
O regime informou que 17 voos transportaram os 1.600 profissionais de resgate e que mais 25 voos devem chegar nas próximas 24 horas. Segundo autoridades, militares e policiais somam 14 mil na região para controle sanitário e segurança.
Delcy Rodríguez, alta funcionária do governo, afirmou que mais 10 países devem integrar os trabalhos, com foco na área mais atingida. Ela destacou ainda a presença de 60% da rede elétrica restabelecida em algumas áreas.
O governo brasileiro confirmou o envio de uma terceira aeronave com kits de medicamentos e um hospital de campanha, somando cinco kits de calamidade e 111,8 mil insumos. A atuação brasileira integra ajuda regional.
As operações seguem buscando locais seguros entre escombros em La Guaira e Caracas. Mesmo com a entrada de ajuda, equipes civis continuam a percorrer ruas com escavação manual para localizar desaparecidos.
No epicentro da tragédia, autoridades enfrentam interrupções de energia e dificuldades logísticas. O fornecimento elétrico permanece instável em Morón e foi parcialmente retomado em outras cidades da região.
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