O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, afirmou que o resgate na Venezuela após o duplo terremoto de 24 de junho é um esforço de alta mobilização humanitária, com foco em salvar o maior número possível de pessoas. Em entrevista ao Correio, ele descreveu a operação como desafiadora, mas enfatizou que cada minuto conta para reduzir o número de vítimas.
A ONU aponta que a ajuda internacional reúne 52 equipes, incluindo 44 times de busca e resgate de diferentes países, com mais de 2.200 socorristas e 140 cães. A coordenação envolve a mobilização de recursos, logística e resposta de emergência para chegar a áreas atingidas por danos que afetam estradas, aeroportos e edificações.
Segundo Fletcher, o número de desaparecidos é estimado em cerca de 50 mil, uma estimativa que o órgão considera plausível, ainda que não signifique que todas as pessoas estejam sob escombros. A ONU registra 1.430 mortos e mais de 3.360 feridos, com projeções que devem mudar conforme o avanço dos trabalhos de busca.
A organização explica que a coordenação com autoridades nacionais é feita por meio do Coordenador Residente e Humanitário da ONU, com apoio de 18 especialistas em emergências, incluindo profissionais da OCHA. Equipes locais e parceiros de ONGs e do setor privado ampliam ações de abrigo, água, alimentação, medicamentos e proteção para populações desabrigadas.
Além da operação de busca, a ONU destaca a necessidade de assistência social e logística para a população em choque, preparando a próxima fase de atuação, que envolve apoio psicossocial, abastecimento básico e recuperação de infraestrutura essencial, conforme as prioridades identificadas pela resposta humanitária.
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