O Irã lançou mísseis e drones contra bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein, na manhã deste domingo, após o presidente dos EUA anunciar forte retaliação caso Teerã não respeitasse o acordo provisório para encerrar a guerra. A ofensiva ocorre no terceiro dia de bombardeios recíprocos na região, elevando o risco de ruptura do cessar-fogo.
A agressão iraniana respondeu a um ataque americano anterior, após um petroleiro ter sido atingido no Estreito de Ormuz. A hidrovia, crucial para o comércio mundial de petróleo, teve interrupção mantida pelo Irã durante o conflito, com impactos econômicos globais.
Cerca de uma hora depois, o Kuwait informou que suas defesas aéreas intercepataram dois mísseis balísticos, e o Bahrein confirmou ataques a bases militares e, mais tarde, a um prédio residencial na província de Muharraq. Não houve confirmação oficial de vítimas americanas.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter visado alvos nos EUA. Um diplomata americano disse à Reuters que não houve feridos nem danos significativos. O Bahrein pediu ao Conselho de Segurança da ONU uma sessão de emergência para responsabilizar o Irã.
Disputa pelo controle de Ormuz
O ministro iraniano das Relações Exteriores afirmou que a responsabilidade pela normalização do tráfego em Ormuz cabe a Teerã, defendendo que navios utilizem rota ao norte sob controle iraniano. Washington apoia uma rota ao sul por Omã.
A regulamentação do estreito segue sendo pauta de negociações entre EUA, aliados do Golfo e Irã, com o objetivo de reabrir a passagem sem novas escaladas. O acordo de paz provisório envolve contenção de hostilidades e negociações sobre o programa nuclear.
Em paralelo, no Líbano, Israel alegou ataques a militantes do Hezbollah após assinar acordo para desescalar o conflito com a milícia aliada do Irã. O Hezbollah sustenta exigência de retirada completa de tropas israelenses do sul do Líbano.
O presidente libanês considerou os recentes ataques iranianos ao Kuwait e ao Bahrein uma sabotagem às tentativas de paz no país, que enfrenta uma escalada de violência e já registra milhares de mortes e deslocamentos.
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