O ministro da Cultura do Líbano, Ghassan Salame, afirmou à Reuters que a campanha aérea e terrestre de Israel contra o Hezbollah causou danos a sítios de patrimônio no sul do Líbano. Entre os locais afetados estão monumentos listados pela Unesco.
Salame informou que, mesmo com o cessar-fogo vigente há uma semana, não há como avaliar integralmente os estragos, pois tropas israelenses permanecem em uma faixa de cerca de 10 km dentro do território libanês, dificultando o acesso local.
Segundo o ministro, o controle militar envolve o castelo medieval de Beaufort, vilarejos históricos que abrigam comunidades de diferentes confissões e locais de culto, além de áreas arrasadas por tratores. Diversas cidades antigas também foram atingidas.
Situação atual e danos
Jornalistas de campo relataram ataques aéreos a Nabatieh e Tebnin, com receios de danos à fortaleza da era das Cruzadas em Tebnin. Salame destacou que patrimônio envolve edifícios históricos, sítios arqueológicos e construções com função cultural, não apenas artefatos.
O governo libanês não conseguiu quantificar completamente as perdas, devido à ocupação de parte do território libanês por forças israelenses. A área afetada por operações permanece inacessível para avaliação independente.
As forças armadas de Israel afirmaram que não buscam destruir infraestrutura civil e que atuam por necessidade militar, considerando a proteção de seus cidadãos diante de ataques do Hezbollah. Também afirmaram que aplicam um processo de aprovação para respeitar locais sensíveis.
Reações e contexto
O Líbano pediu à Unesco que reclassifique Tiro como Patrimônio Mundial em Perigo, para ampliar a proteção internacional. A situação ocorre em meio a tensões regionais, com acusações mútuas sobre presença de armas em fortificações locais, incluindo Beaufort.
A Unesco já manifestou preocupação com danos a outras estruturas históricas no sul do Líbano e condenou ataques a bem culturais. A entidade ressalta a importância de preservar o patrimônio diante de conflitos de longa duração.
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