O acordo envolve uma empresa norte‑americana ligada a investidores próximos ao presidente Donald Trump e ao secretário de Comércio, Howard Lutnick. Ele facilita acesso a uma das maiores reservas de tungstênio ainda inexploradas no Cazaquistão.
A operação começou com encontro em Nova York, no Hotel St. Regis, entre Lutnick e o presidente do Cazaquistão, com participação de Trump por telefone. O objetivo era assegurar financiamento e direitos de exploração para uma empresa vinculada aos EUA.
Antes disso, o governo dos EUA aprovou pré-aplicações para até US$ 1,6 bilhão em financiamento para a empresa Kaz Resources, que planeja iniciar o projeto na zona rural do Cazaquistão. O tungstênio é considerado crítico para a indústria de defesa e tecnologia.
Conexões familiares e financiamento
Investigação aponta que filhos de Trump e Lutnick passaram a negociar junto a parceiros do acordo cazaque, com participação de Dominari Securities, ligada à família Trump. Em paralelo, Cantor Fitzgerald, controlada pela família Lutnick, ajudou a levantar US$ 210 milhões para uma empresa associada.
O acordo foi assinado em 6 de novembro, após negociações que envolveram representantes de alto nível e financiamento parcial por entidades públicas. A estrutura do empreendimento prevê participação majoritária da empresa de Althaus e controle estatal do Cazaquistão.
Leonel Althaus, envolvido no projeto, afirma que o financiamento público visa viabilizar a produção de tungstênio, estimando investimento inicial de centenas de milhões de dólares e ganhos potenciais expressivos no longo prazo. A estimativa de produção anual fica próxima de 12.000 toneladas.
Até o momento, não houve liberação do financiamento de US$ 1,6 bilhão, pois dependem de outras aprovações regulatórias. Reguladores acompanham o andamento do estudo de viabilidade, com previsão de conclusão para avançar à produção em 2030.
O governo dos EUA ressalta que decisões envolvem segurança nacional e cadeias de suprimentos críticas, destacando que a prioridade é o interesse público. Diversos atores envolvidos contestam a leitura de conflitos de interesse, defendendo a legalidade das decisões.
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