A Ucrânia realizou um intenso ataque de drones contra a Rússia neste domingo, 28. O ataque incendiou uma refinaria importante no sul russo e deixou pelo menos duas pessoas mortas. A operação é parte de ações de longo alcance promovidas por Kiev para pressionar o Kremlin.
Segundo autoridades russas, destroços dos drones atingiram a refinaria de Slavyansk-na-Kubani, na região de Krasnodar, a leste da Crimeia ocupada. Um incêndio foi registrado na instalação, com vítimas confirmou o governo regional.
O presidente ucraniano Volodimir Zelenski afirmou que o país esteve por trás do ataque a Slavyansk. Ele também mencionou uma segunda refinaria atingida, na região de Yaroslavl, a cerca de 700 quilômetros da fronteira ucraniana. Zelenski escreveu que cada ataque reduz recursos da máquina de guerra russa.
Contexto estratégico
Analistas destacam que ataques de longa distância visam frear a logística e a capacidade de sustentar o esforço militar russo. Autoridades ocidentais indicam que a campanha tem reduzido receitas para Moscou e aumentado a pressão sobre o Kremlin.
A refinaria de Slavyansk processa cerca de 4 milhões de toneladas de petróleo por ano e é considerada uma importante fornecedora para exportação pelos portos russos do Mar Negro. O governo local não detalhou impactos operacionais amplos.
Outras áreas atingidas nesta incursão incluíram regiões próximas a Belgorod e a área sul da Rússia. Autoridades regionais relataram ataques com drones em várias localidades durante a noite, com consequências diversas para transportes e infraestrutura.
O Ministério da Defesa da Rússia informou ter abatido 213 drones ucranianos durante a noite, em combate que incluía zonas da Crimeia ocupada e mares Negro e de Azov. Na Ucrânia, a resposta russa resultou em danos a alvos não especificados, segundo a Força Aérea Ucraniana.
As informações sobre os ataques continuam sob apuração de autoridades russas e internacionais. A visão de analistas aponta para uma escalada de ataques de longo alcance como parte de uma estratégia mais ampla de pressão diplomática e militar.
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