O governo chinês anunciou neste 29 de agosto novas barreiras à exportação de artigos de uso duplo direcionadas a pelo menos 40 entidades japonesas. A medida, segundo Pequim, busca conter o que chamou de novo militarismo de Tóquio.
Em entrevista, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que as restrições atingem apenas itens de uso dual e não devem afetar o comércio normal entre China e Japão. A lista envolve 20 entidades em controle e 20 em vigilância.
Guo enfatizou que companhias japonesas que atuarem de forma honesta e legal não têm o que temer. A China afirmou ainda que o movimento é uma resposta à remilitarização de Tóquio, segundo sua leitura dos atos de defesa de Japão e aliados.
Yonaguni e disputas no mar
O Japão qualificou como inaceitáveis incursões de navios chineses em aguas ao redor da ilha Yonaguni, perto de Taiwan, após manobras anunciadas por Pequim no início do mês. Pequim manteve que atua dentro de sua zona econômica exclusiva e plataforma continental.
O porta-voz chinês afirmou que as ações em torno de Taiwan são legais e plenamente legítimas, destacando direitos de fronteira marítima. Guo também criticou negociações bilaterais unilaterais entre Japão e Filipinas sobre delimitação de zonas marítimas.
A deterioração das relações entre China e Japão ganhou ritmo após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre possível intervenção em caso de ataque a Taiwan. Desde então, Pequim tem utilizado protestos diplomáticos, restrições comerciais e críticas ao aumento de capacidades militares nipônicas.
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