O governo dos EUA e o Irã concordaram em “stand down” após uma sequência de ataques nas últimas semanas, conforme confirmação de uma autoridade americana. Vessels poderão transitar pelo estreito de Hormuz sem impedimentos, e as negociações para encerrar o conflito devem seguir.
A escalada ocorreu em torno do estreito de Hormuz, com acusações mútuas de violação de cessar-fogo. O acordo reforça a fala de que as ações militares se manteriam suspensas, enquanto as discussões continuam.
Na prática, o acordo de 14 pontos assinado em 17 de junho previa o fim imediato de operações militares em todas as frentes. Entre as medidas, Irã se comprometia a facilitar o trânsito de navios comerciais sem cobrança por 60 dias.
Três dias de ataques recentes reacenderam tensões, após um projétil iraniano ter atingido um cargueiro no estreito. Nos últimos dias, os EUA lançaram ataques retaliatórios contra alvos no Irã, em resposta à agressão contra o tráfego comercial.
No sábado, o Irã respondeu com ataques a bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Os EUA afirmam que nenhum alvo foi atingido com gravidade, sem vítimas ou danos relatados.
Mudanças regionais
O estreito de Hormuz continua estratégico para o petróleo global, com o risco de novas interrupções no supply chain. Na sexta, os EUA também mediaram a assinatura de um acordo-quadro entre Israel e Líbano, visto como etapa para a paz duradoura.
Na região, o conflito entre forças israelenses e Hezbollah, apoiado pelo Irã, segue instável. O líder do Hezbollah rejeitou o acordo, acusando o governo libanês de violar a soberania do país.
No domingo, o Exército israelense informou ter atingido um túnel de 200 metros usado pelo Hezbollah, com alegação de abrigar armas. Segundo Israel, a ação foi comunicada ao premiê e ao ministro da Defesa do país.
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