Após 10 dias de calor extremo, a França começou a registrar as primeiras mortes associadas à onda de calor. A Santé Publique France divulgou, no domingo, um balanço provisório estimando cerca de 1.000 óbitos adicionais com base na variação diária desde 24 de junho.
A apuração, realizada com base em registros de meses anteriores, aponta que a mortalidade aumentou em todo o território, mas deve crescer ainda à medida que chegam atestados de óbito de pacientes falecidos em casa e em institutos de longa permanência para idosos. O levantamento não é definitivo e depende de dados que chegam com atraso.
Necrotérios e capacidade de atendimento
Profissionais do setor funerário relataram que os necrotérios de Paris ficaram sem espaço de armazenamento. A prefeitura municipal instalou duas unidades temporárias, com capacidade somada para 40 corpos, para atender os necrotérios da cidade. Hospitais também disponibilizaram 50 vagas adicionais de armazenamento temporário.
Para abrir mais espaço, um diretor de funeral informou que solicitou autorização para instalar contêineres refrigerados ao lado da funerária, situada perto do aeroporto de Orly, em Paris. A autorização ainda não havia sido concedida no momento.
A mortalidade atingiu todas as faixas etárias, porém 85% das mortes foram entre pessoas com 65 anos ou mais. A estimativa, divulgada pela Santé Publique France, permaneceu provisória e não abrangeu toda a dimensão temporal da onda de calor. Relatórios da France Press complementam o quadro com relatos de sobrecarga em serviços funerários.
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