Diego Santilli foi indicado por Javier Milei para assumir o cargo de chefe de gabinete da Presidência da Argentina, substituindo Manuel Adorni, que renunciou no sábado em meio a um escândalo de corrupção. A nomeação foi anunciada no domingo e ele deve tomar posse na terça-feira.
Santilli, hoje com 59 anos, tem passagem pela política desde o peronismo, passou pelo Pro e ocupou cargos como vice-chefe de governo e ministro da Segurança de Buenos Aires. Também atuou como senador e deputado nacional entre 2002 e o ano passado. Desde novembro de 2025, ocupava o Ministério do Interior.
A vacância ocorre em um momento de crise de confiança no governo de Milei, que lidera o país desde dezembro de 2023. Adorni enfrentava pressão de teria havido gastos questionáveis e viagens familiares vinculadas à comitiva presidencial, além de aquisições imobiliárias não comprovadas com recursos incompatíveis com o salário do cargo.
A escolha de Santilli pode sinalizar uma mudança de tom na gestão, com potencial maior foco em negociação e consenso. O novo chefe de gabinete já manifestou, por meio de plataformas públicas, compromisso com reformas estruturais e trabalho coletivo no governo.
Quem é Diego Santilli
Santilli chega ao cargo com histórico direto de negociação com governadores e bancadas aliadas, além de experiência na área de segurança pública. A expectativa é de atuação mais alinhada a acordos entre diferentes setores do governo e o Legislativo.
Contexto do escândalo
Adorni renunciou após mais de três meses de pressão, desencadeada por revelações sobre viagens da família à Nova York sem função oficial e aquisição de imóveis em 2024 e 2025. Tais gastos foram considerados incompatíveis com a posição ocupada e com o salário.
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