Putin admite escassez de combustíveis após ataques ucranianos, afirmando que não é crítica, mas existe. A declaração foi dada em entrevista à Rossiya 1, divulgada pelo Kremlin no fim de semana.
O presidente russo destacou que ataques a infraestrutura energética provocam problemas, principalmente na Crimeia, onde há restrições de abastecimento. Ele disse que a prioridade é reforçar a defesa antiaérea e manter o fornecimento de combustível.
O líder russo mencionou ainda que aguarda mediadores dos Estados Unidos para discutir o fim da guerra na Ucrânia, ressaltando que Washington está ocupado com outras crises. Zelenski já havia proposto um encontro direto, que foi rejeitado por Putin.
Proposta de cessar-fogo e resposta de Moscou
Putin afirmou que a Ucrânia propôs suspender ataques de longo alcance como etapa de paz, mas Moscou rejeitou a ideia, entendendo-a como forma de aliviar a pressão sobre Kiev. O chefe de Estado russo indicou que as ações de Moscou permanecem direcionadas a fortalecer a ofensiva.
Pouco antes, Zelenski enviou uma carta aberta ao presidente russo propondo encontro presencial, mas a proposta não obteve apoio de Putin. Em meio aos ataques, autoridades na Crimeia decretaram estado de emergência por escassez de combustível e cortes de energia.
Repercussões e contextos do conflito
Essa semana, um ataque com drone na região de Krasnodar matou uma pessoa e atingiu uma refinaria, segundo o governador local. Zelenski classificou o ataque como parte de operações que enfraquecem a capacidade russa de travar a guerra.
O conflito no leste europeu, iniciado em 2022, continua com ataques recíprocos e interrupções de infraestrutura. Analistas apontam resistência ucraniana crescente, enquanto ataques à energia russos persistem.
O Kremlin reiterou disposição para negociações e afirmou que, após a fase ativa de outras crises mundiais, representantes dos EUA podem retornar a Moscou para discutir detalhes.
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