Ryanair acende as negociações de convenções com pilotos na Espanha, França, Portugal e Irlanda, após o afastamento de três pilotos na Alemanha. A medida teve impacto direto nas relações entre a empresa e as entidades sindicais envolvidas nos acordos coletivos europeus.
A RTPG, que reúne representantes de pilotos da Ryanair em vários países, manifestou preocupação com as demissões. O sindicato alemão Vereinigung Cockpit é visto como parte das propostas que teriam sido rejeitadas pela direção. O Sepla espanhol também reagiu, apontando violação de confiança necessária para negociações justas.
As demissões, ocorridas na Alemanha, são atribuídas pela RTPG a uma postura que pode comprometer as negociações. A organização afirma acompanhar de perto os desdobramentos na Alemanha, com atenção aos contatos entre a empresa e diferentes sindicatos de pilotos em outros mercados.
Diante do episódio, o Sepla pediu que Ryanair e o grupo Malta Air retomem as negociações de forma respeitosa e igualitária. A preocupação central é manter um processo negociador estável que beneficie pilotos e a própria companhia.
Contexto sindical e negociações internacionais
Em março de 2023, Ryanair assinou o primeiro acordo coletivo de pilotos na Espanha, vigente até março de 2027. O entendimento envolveu quase mil profissionais e marcou a reestruturação da relação com sindicatos em toda a Europa. A Espanha é o segundo maior mercado da empresa, atrás da Itália, em termos de receita.
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