A Venezuela recebeu cerca de mil socorristas estrangeiros para ampliar as buscas por sobreviventes após os terremotos que devastaram diversas regiões do país. Segundo a ONU, o número de profissionais internacionais mobilizados subiu de 1.600 para mais de 2.600. No total, equipes de 27 países atuam no resgate, inclusive de nações sem relações diplomáticas com Caracas, como Paraguai e Peru. Já se trabalham quase 100 horas desde o tremor.
De acordo com o governo venezuelano, a operação segue com participação de mais de 2.600 profissionais. As ações envolvem equipes de 27 países, com apoio de organizações internacionais para localização de vítimas sob escombros. O objetivo é aumentar as chances de resgate em áreas atingidas.
Corrida contra o tempo
A expectativa é de que o período imediato seja decisivo para localizar pessoas com vida. Especialistas ressaltam que as primeiras 72 horas têm maior chance de sucesso, mas reconhecem que o trabalho continua mesmo após esse intervalo. 33 pessoas foram resgatadas com vida no último fim de semana, entre elas um bebê de nove meses e a mãe, com apoio de socorristas dos EUA.
Resgates e alívio
Operações envolvendo cães farejadores têm sido fundamentais para encontrar vítimas. Em La Guaira, pai e filho foram encontrados vivos em parceria entre equipes americanas e francesas. Paralelamente, a ajuda humanitária chega a diversas áreas, com Peru enviando 14 toneladas de alimentos, barracas e suprimentos.
Impacto humanitário
A tragédia continua a revelar a dimensão da devastação, com corpos aguardando identificação em abrigos improvisados. A ONU estima que até cerca de 50 mil pessoas possam estar soterradas. O UNICEF aponta que aproximadamente 680 mil crianças demandam assistência urgente. Voluntários e socorristas de diferentes países reforçam a tentativa de minimizar o sofrimento da população.
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