Voluntários civis atuam sem equipamentos para tirar pessoas dos escombros após o duplo terremoto que atingiu o litoral venezuelano. O esforço ocorre four dias depois do desastre, em La Guaira, próximo a Caracas, com a defesa civil improvisando resgates diante da precariedade da estrutura de salvamento. O objetivo é localizar sobreviventes antes que aumentem as probabilidades de falha das estruturas.
Pessoas engajadas, entre moradores e voluntários, trabalham com as próprias mãos para remover entulho. A falta de ferramentas básicas, como pás e picaretas, é recorrente, o que intensifica a corrida contra o tempo. Alguns voluntários vieram de outras regiões para apoiar os locais atingidos, ampliando o contingente de resgateiras.
No terreno, moradores relatam dificuldades logísticas e falta de insumos. Vítimas já foram retiradas com vida após longos períodos sob os escombros, como relatos de resgates bem-sucedidos de crianças e adultos. Equipes internacionais, entre elas francesas e americanas, colaboram com cães farejadores e apoio técnico.
Desdobramentos
O governo atualizou o balanço oficial: pelo menos 1.450 mortos, 3.150 feridos e 189 edifícios desabados. A ONU aponta mais de 50 mil pessoas ainda podem estar desaparecidas. O Papa enviou mensagem de solidariedade aos venezuelanos e aos socorristas.
Contexto local
La Guaira permanece como epicentro das operações de resgate, com centros improvisados para atendimento de feridos e abrigos para desabrigados. Em meio à crise, comunidades seguem organizando ajuda humanitária e buscando parentes sob os escombros. A situação humanitária continua crítica.
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