O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira, 1º, dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por supostos vínculos com as facções PCC e CV, classificadas como terroristas. A medida autoriza o bloqueio de bens e de fundos pertencentes a essas organizações nos EUA, sem aviso prévio.
A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no início do mês, após ele ter informado a classificação das facções em 28 de maio. O governo americano afirma que PCC e CV são grupos estrangeiros que cometeram ou podem cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos e os interesses dos EUA.
Entre os sancionados, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) aponta Victor Henrique de Oliveira Shimada como líder do núcleo paulista da rede, atuante como elo entre operadores no Brasil e traficantes na Flórida. Segundo o Tesouro, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões usando criptomoedas para transferir recursos ao Brasil.
Também consta na lista Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita como colaboradora próxima de Shimada. A nota oficial não cita defesas, mas a imprensa busca contato com os representados.
As entidades atingidas incluem as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia; Pixwave Soluções de Pagamentos; Wave Construções Inteligentes; e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal. Com a designação, todos os bens sob jurisdição dos EUA ficam bloqueados e cidadãos ou empresas americanas ficam proibidos de realizar transações com eles.
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