O funeral do aiatolá Ali Khamenei teve início nesta quinta-feira, 2 de julho, em Teerã, no Irã. A cerimônia ocorreu quatro meses após a morte do líder supremo em decorrência de um ataque de Israel e dos Estados Unidos. O evento foi anunciado pela imprensa estatal iraniana.
Imagens exibidas por agências de notícias mostraram o caixão chegando a um salão religioso xiita próximo à Husseiniya do Imã Khomeini. A primeira cerimônia, segundo a Mehr News, reuniu familiares de mortos na Guerra Irã-Iraque, membros do gabinete e da Guarda Revolucionária, após as orações do pôr do sol e da noite.
Segundo o porta-voz do comitê funerário, Eiman Atarzadeh, o rito ocorreu em recinto fechado antes de grandes procissões previstas em cidades como Qom e Mashhad e homenagens no Iraque. O objetivo oficial é demonstrar apoio à República Islâmica.
Analistas destacam que a mobilização busca transmitir coesão diante da pressão internacional e interna, após anos de sanções e crise econômica. O governo planeja transporte, hospedagem e alimentação para milhões de apoiadores.
O falecimento de Khamenei deixou Mojtaba Khamenei como possível sucessor, mas ele não aparece em público desde o início da guerra. A família e o clero trabalham para manter a imagem de estabilidade do regime diante da continuidade do conflito.
Relatos de Teerã indicam clima de tensão e silêncio nas primeiras horas da guerra. Moradores comentam que parte da população está afastando-se temporariamente da capital. Em tempos históricos, o cortejo de Khomeini mobilizou multidões; hoje, a expectativa é diferente.
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