Um major da Força Aérea dos EUA foi preso na escadaria do Capitólio na quarta-feira, 2 de julho, após fazer um discurso pedindo o impeachment do presidente Donald Trump e do vice-presidente JD Vance. Ele estava vestido com o uniforme militar e se apresentou como militar em serviço ativo durante o encontro organizado pela Removal Coalition.
A prisão ocorreu depois que Watson anunciou publicamente, em uma coletiva de imprensa, que o chefe de Estado e o vice não confirmaram medidas do governo que, em sua avaliação, violariam a Constituição. A Polícia do Capitólio confirmou que Watson foi detido por aglomeração, obstrução e perturbação, conforme a norma 22-1307.
Watson foi conduzido à área externa do prédio por um congressista, que deixou o local antes da polícia emitir ordens para encerrar a manifestação. A polícia explicou que manifestações na escadaria da Câmara são proibidas para o público sem a presença de um representante eleito.
Contexto legal e condições de participação
A polícia destacou que há locais dentro do Capitólio onde manifestações são permitidas, mas na escadaria há restrições específicas. Em relação à atividade militar, não ficou claro se Watson contava com apoio jurídico no momento da detenção, e não houve confirmação imediata sobre sua situação de militar da ativa após o incidente.
A imprensa tentou contato com várias autoridades para confirmar se Watson continua lotado em serviço ativo e buscar comentários oficiais sobre o caso. O Tribunal Superior de Washington havia informado, na véspera, que Watson poderia ser liberado, dependendo de decisões que não resultariam em denúncia.
Repercussões e declarações públicas
Jessica Denson, fundadora da Removal Coalition, informou que Watson procurou a organização por e-mail e sabia dos riscos de manifestar-se publicamente. Em redes próprias, o congressista Al Green, que acompanhou a coletiva, elogiou a atuação de Watson, descrevendo o momento como um ato de defesa de princípios.
A situação permanece sob apuração das autoridades do Capitólio e do comando da Força Aérea, com a expectativa de novos esclarecimentos sobre o status do militar e as implicações legais de suas ações. O caso envolve questões de lealdade institucional, disciplina militar e expressão política de membros das Forças Armadas.
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