Após encontro no Alasca com Vladimir Putin, em agosto, Trump passou a pressionar Kiev por reduções de força e até pela cessação de parte do território, visão que, quase um ano depois, parece ter mudado. Novo horizonte para o conflito é o tema central.
A Ucrânia intensificou ataques em território russo, atingindo alvos em profundidade até em São Petersburgo, Moscou e Sibéria. Refinarias russas sofrem com perdas na produção e exportação; as baixas entre militares também dificultam reposição.
Segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, a Ucrânia tem ganhos líquidos: entre dezembro e maio, a Rússia perdeu 281,1 km², enquanto recuperou ou manteve 40,64 km² sob controle.
Em entrevista à France 2, Macron afirmou que Trump passou a apoiar mais as forças de Kiev após a cúpula do G7 na França, citando mudanças desde o início do conflito e apontando pressões anteriores para acordo rápido de paz.
Zelensky informou que o governo americano sinalizou positivamente ao pedido de licenciamento para fabricar sistemas Patriot durante a cúpula do G7, segundo a RBC-Ukraine. O passo depende de um aval final de Washington.
Ponto de virada para a Ucrânia
O brigadeiro-general Andriy Biletsky disse à Reuters que os próximos seis a nove meses podem representar um ponto decisivo, com foco em ganhos estratégicos e negociações a partir de posição de força.
O analista militar Paulo Roberto da Silva Gomes Filho, colunista da Gazeta do Povo, afirmou que a posição de Trump tem sido variável, mas que avanços ucranianos geram otimismo em Kiev. Ele ressalvou que a produção de Patriot leva tempo.
Para o especialista, a autorização para fabricar mísseis Patriot elevávelmente fortaleceria a defesa aérea ucraniana, além de representar vantagem tática. Contudo, o processo de instalação de uma fábrica é medido em anos, não meses.
Gomes Filho também ponderou que é improvável ver Putin negociar em posição de fraqueza, o que pode influenciar o curso do conflito. O analista destacou que a guerra envolve impactos diretos no cotidiano russo e na política externa de Moscou.
Entre na conversa da comunidade