Nesta quinta-feira (2), a Venezuela teve um novo desfecho em meio aos terremotos. Um vigilante de um centro comercial em Catia La Mar, no estado de La Guaira, foi resgatado com vida após oito dias sob os escombros, após trabalho de equipes de sete países.
A missão brasileira segue atuando no resgate, com equipes de bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná e a Defesa Civil Nacional. O objetivo é localizar possíveis sobreviventes, apesar da redução nas chances conforme passam os dias.
O governo da presidente interina Delcy Rodríguez informou que equipes de cerca de 30 países trabalham no país. Com o avanço do tempo, as prioridades passaram a atender saúde, água e reconstrução, conforme avaliação brasileira.
Esforços de resgate e consequências
O resgate do vigilante ocorreu sob atuação conjunta de equipes internacionais em um prédio de 12 andares que desabou. Cães farejadores indicaram a presença de alguém dentro de um veículo, mas após mais de 35 horas de busca, os sinais vitais desapareceram.
Um bombeiro militar de Minas Gerais explicou que o caminho estava certo, mas o tempo foi determinante para chegar ao carro diante do acúmulo de escombros. A remoção da vítima exigia passagem por pontos específicos, sem acesso direto.
Estrutura médica e apoio humanitário
Além das operações, o Brasil montou um hospital de campanha em La Guaira para atender moradores. Profissionais de cardiologia, ortopedia, pediatria e anestesia trabalham no atendimento básico, emergencial e na distribuição de medicamentos.
No dia 30, o governo brasileiro enviou o quinto voo com equipamentos para ampliar o hospital. O ministro da Defesa, José Múcio, reuniu-se com a presidente venezuelana interina para reiterar a disposição de colaborar com a reconstrução habitacional.
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