O Irã abriu uma semana de luto público pelo ex-líder supremo Ali Khamenei, falecido em 2026. O chamado funeral do século começou nesta sexta-feira, 3 de julho, em Teerã, após pouco mais de quatro meses de luto.
O corpo fica exposto na Grande Mosalla de Teerã até o enterro em Mashhad, na quinta-feira (9/7). A cerimônia oficial ocorre no sábado (4/7). A programação envolve sete dias de homenagens e procissões.
Estimativas oficiais apontam entre 12 e 20 milhões de expectadores. A organização envolve acampamentos para peregrinos, acomodações para milhões de visitantes e controle logístico nas vias centrais da capital.
Preparativos e coordenação
A Operação é liderada pela Corporação Mohammad Rasulollah, principal unidade da Guarda Revolucionária em Teerã. O fluxo de fiéis é desenhado para permitir entrada e saída com tempo de 15 a 20 minutos por visitante.
O slogan adotado pelas autoridades é “Precisamos nos erguer”, acompanhado de um símbolo de punho cerrado. A mensagem é veiculada em peças oficiais ligadas ao funeral.
Viagem e rituais
A agenda prevê que o caixão permaneça na Mosalla até domingo, com visitas públicas. Na terça (7/7), o corpo segue para Qom, onde um alto clérigo lidera as orações em Jamkaran. Em 8/7, segue a Najaf, no Iraque.
A peça final da peregrinação ocorre em Mashhad, no santuário do Imã Reza, um dos locais mais visitados do xiismo no Irã. O enterro encerra a etapa principal das cerimônias.
Perspectivas internacionais e regionais
Autoridades afirmam que líderes de dezenas de países participarão, incluindo chefes de Estado, legislativos e ministros. Aproximadamente 800 jornalistas estrangeiros devem cobrir os eventos.
O ministeiro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, esteve em Bagdá para alinhar a logística com autoridades iraquianas, destacando a importância simbólica do funeral.
Desdobramentos e perguntas em aberto
O retorno final de Khamenei a Mashhad encerra a cerimônia nacional, mas a cobertura internacional segue por semanas em todo o país. Fatores como a participação de Mojtaba Khamenei permanecem incertos.
Analistas destacam que a cerimônia pode sinalizar a continuidade da influência iraniana no mundo xiita, além de refletir o fortalecimento da retórica estatal. questões sobre liderança futura também permanecem sem resposta.
Contexto político
O funeral ocorre em meio a tensões sociais e políticas no Irã. Mesmo com mobilização extensa, analistas ressaltam que disputas internas podem continuar sem resolução imediata, mesmo após a cerimônia.
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