O Instagram permitiu a veiculação de anúncios pagos relacionados a material de abuso sexual infantil na Índia, conforme apuração da BBC. A investigação flagrou peças que direcionavam usuários a canais no Telegram com venda de vídeos envolvendo crianças.
A BBC criou uma conta de teste no Instagram para verificar se a plataforma promovia conteúdo sexualmente sugerido sem pesquisa prévia. Em menos de uma semana, apareceram anúncios de vídeochamadas e conteúdos adultos, seguidos, dias depois, por propagandas com crianças em contextos sexuados ligadas a canais do Telegram.
Na resposta, a Meta informou que removeu anúncios identificados e suspendeu contas envolvidas. A empresa afirmou ter removido mais de 274 mil grupos ou canais ligados a abuso sexual infantil em 2026 e reconheceu falhas em seu sistema de detecção.
Como a investigação foi conduzida
A BBC utilizou a ferramenta de denúncia do próprio Instagram para testes e verificou que algumas publicações não violavam, conforme a avaliação inicial, os padrões da plataforma. Em outro caso, duas denúncias sobre canais do Telegram foram encaminhadas, com um apenas derrubado até o momento.
Posições oficiais
A Meta disse que desativou vários anúncios e suspendeu contas associadas, mas admitiu limitações na detecção automática de conteúdos violadores. O Telegram afirmou que utiliza moderação humana e automatizada para reduzir a presença de material abusivo, afirmando ter “virtualmente eliminado a disseminação pública” desse tipo de conteúdo.
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