Em Teerã, o Irã iniciou nesta sexta-feira a cerimônia fúnebre de Ali Khamenei, líder supremo morto aos 86 anos. A cerimônia se estenderá por seis dias, passando por cinco cidades, com previsão de cerca de 35 milhões de participantes.
A despedida começou com uma cerimônia reservada na Grande Mosalla, para autoridades e representantes estrangeiros. O corpo foi levado ao velório oficial em meio a familiares de vítimas da guerra iniciada por ataques de EUA e Israel, ocorridos em fevereiro.
Khamenei morreu em meio a bombardeios conjuntos entre Estados Unidos e Israel, que deram início ao conflito. Seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu a liderança suprema em março, dando continuidade a uma linha política do país.
Detalhes da cerimônia e participação internacional
A partir de sábado, o velório será público, seguido por homenagens em várias cidades até a sexta-feira seguinte. Um cortejo em Teerã está previsto para segunda-feira, com deslocamento até Qom, polo religioso.
Representantes de mais de 100 países devem comparecer. Confirmados estão o primeiro-ministro do Paquistão, Shahbaz Sharif, e o ex-presidente russo Dmitry Medvedev. Não há convite para representantes europeus ou norte-americanos.
Ao longo da semana, autoridades iranianas reforçaram que o funeral ocorre em meio a tensões internacionais. Mensagens de alerta foram dirigidas a Estados Unidos e Israel, em resposta a possíveis ataques durante as cerimônias.
Contexto diplomático e desdobramentos
O funeral ocorre em meio a novas negociações entre Irã e EUA, em Doha, sem progresso claro. As conversas, mediadas pelo Catar, enfocaram o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz e o descongelamento de fundos iranianos mantidos no exterior.
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