O funeral de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, é realizado nesta segunda-feira em Teerã. A cerimônia de três dias deve reunir entre 15 milhões e 20 milhões de pessoas, segundo estimativas oficiais. Khamenei morreu na sexta-feira, aos 83 anos, após sofrer de uma doença.
A cerimônia de despedida teve início pela manhã na Praça Enghelab, no centro de Teerã, onde foi montada uma estátua em homenagem ao líder. Milhares de iranianos participam do ato, que conta com a presença do presidente Ebrahim Raisi e de outras autoridades.
Ali Khamenei liderou o Irã desde 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica. Sua morte encerra uma era na política do país e deve influenciar o cenário político iraniano nos próximos dias.
A sepultura está prevista para ocorrer na manhã de terça, em Mashhad, no nordeste, no santuário do imã Reza, importante marco religioso xiita. A cidade recebe peregrinos e fiéis para o rito fúnebre final.
O momento ocorre em meio a tensões regionais, incluindo atritos entre Irã e Estados Unidos, além de conflitos que envolvem atores locais e estrangeiros. A morte de Khamenei abre questionamentos sobre a continuidade de políticas internas e externas.
Espera-se que o Conselho de Disciplina do Irã indique o próximo líder supremo nos próximos dias. Não houve anúncio oficial sobre a substituição, e o processo deve ocorrer dentro de estruturas oficiais do regime.
A homenagem a Khamenei evidencia o peso histórico do líder na política iraniana e na religião do país. Analistas destacam a influência dele nas decisões governamentais e no papel do Irã na região.
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