A Meta respondeu às críticas do governo da Índia sobre a adoção de nomes de usuário no WhatsApp. A empresa afirmou que o recurso terá mecanismos para reduzir fraudes e falsificação de identidade e que não altera a exigência de um número de telefone para criar ou usar a conta. A informação foi divulgada pela CNBC.
Segundo a Meta, o WhatsApp limitará a quantidade de novos contatos que uma conta pode abordar, bloqueará tentativas repetidas de adivinhar nomes de usuário e usará sistemas para identificar atividades associadas a golpes. A funcionalidade ainda não está disponível e será liberada aos poucos neste ano.
O governo indiano cobra explicações e pediu suspensão do recurso até a análise. Autoridades afirmam que nomes de usuário podem ampliar fraudes, phishing e golpes envolvendo identidades falsas. O prazo dado é de três dias para a apresentação de justificativas.
Contexto regulatório e cenário de segurança
Especialistas destacam que o aumento de crimes cibernéticos eleva a importância de medidas de proteção, mesmo com ganhos de privacidade. Em 2024, registros de crimes digitais na Índia proximaram de 2,3 milhões, com mais de 500 milhões de usuários do WhatsApp no país.
O relatório Adversarial Threat, apresentado pela Meta em março, aponta que golpistas atingem usuários da Índia com frequência maior do que em muitos países, salvo os EUA. A Índia permanece entre os focos mais relevantes para ataques virtuais.
Medidas propostas pela Meta
A Meta reservará nomes de usuário de maior destaque para os proprietários legítimos e bloqueará variações que possam ser usadas para se passar por pessoas ou organizações conhecidas. A adoção será gradual ao longo do ano, conforme o lançamento avança.
O governo da Índia já indicou que, enquanto a avaliação não for concluída, a implementação deve ser suspensa. Caso contrário, a plataforma pode ficar sujeita a medidas previstas na legislação de tecnologia da informação do país.
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