A Venezuela enfrenta consequências políticas após dois terremotos ocorridos na semana passada. A presidente interina Delcy Rodríguez é alvo de críticas crescentes, com a opinião pública questionando a resposta do governo.
Nova pesquisa da AtlasIntel, encomendanda pela Bloomberg News, mostra aumento da desaprovação a Rodríguez, chegando a 63,3% em junho. Em maio, o índice era menor. A maioria também avalia a atuação oficial como insuficiente.
Quase metade dos venezuelanos considera prioritária a realização de novas eleições, em detrimento da reconstrução do país. A opinião contrasta com 32,6% que veem a reconstrução como prioridade.
Reação pública e campo político
Mensagens críticas apareceram amplificadas em redes sociais, com denúncias sobre demora de ações e confrontos entre civis e autoridades em áreas de desastre. Vídeos mostram cidadãos cobrando respostas.
Delcy Rodríguez afirmou, em coletiva, que relatos de resposta lenta foram moldados por campanhas de desinformação. Ela disse que o Estado atuou rapidamente, embora reconheça dificuldades em áreas remotas.
Avaliação de instituições e líderes
O conteúdo da televisão estatal tem mostrado entrevistas com autoridades e visitas às áreas atingidas desde o desastre. A oposição aponta falhas na condução da crise por parte do governo.
A líder opositora María Corina Machado aparece como figura com alta avaliação entre 53% dos entrevistados, ainda que tenha registrado queda recente. Machado atua no Panamá após impedir retorno à Venezuela.
Atores envolvidos e desdobramentos
Diplomatas, bombeiros, médicos e organizações não governamentais aparecem como fatores críticos na atuação de socorro, segundo a pesquisa. A presença de atores não estatais é apontada como mais confiável no momento.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, esteve envolvido em polêmicas sobre acesso a áreas devastadas, gerando controvérsia sobre o fluxo de ajuda internacional. A equipe de Cabello disse que houve controle de acesso, não bloqueio.
Contexto e números oficiais
Autoridades informaram cerca de 2.600 mortos e 12.400 feridos; mais de 38.000 pessoas estariam listadas como desaparecidas por fontes da oposição. A Agência aponta tensões entre apoio internacional e fricções internas.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 2.581 adultos entre 26 e 30 de junho, com margem de erro de até 2 pontos percentuais. Os números refletem um momento de crise na gestão de desastres e confiança pública.
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