Equipes de resgate vasculhavam os escombros em Kiev nesta sexta-feira, em busca de sobreviventes após o ataque com mísseis e drones que deixou pelo menos 30 mortos na capital e 92 feridos. O dia foi de luto institucional pela cidade.
O prefeito Vitali Klitschko informou o rápido balanço de danos: mais de 100 edifícios residenciais teriam sido danificados. Familiares de um garoto de 10 anos e de uma adolescente de 15 continuam sem notícias. As operações de busca prossegiam em três locais.
Zelensky pediu atenção aos feridos e aos desaparecidos, afirmando que até o momento 10 pessoas estavam desaparecidas. Equipes trabalhavam com escavadeiras para retirar destroços enquanto moradores deixavam flores nas vítimas.
Desdobramentos no front e resposta
Separadamente, a Procuradoria-Geral da Ucrânia informou que quatro pessoas morreram em um ataque de drone russo a uma casa na região de Sumy, no norte. O comunicado destacou que a operação ocorreu na sexta-feira.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter capturado o vilarejo Oleksandrivka, na região de Dnipropetrovsk, em resposta a ataques com drones ucranianos contra território russo. Moscou justificou o ataque a Kiev como retaliação.
A Ucrânia intensificou bombardeios de longo alcance na Rússia, com ênfase em infraestrutura energética e alvos militares. A escalada completa o quadro de violência que acompanha a guerra há anos, com civis frequentemente impactados.
A capital entrou em dia de luto, com bandeiras a meio-mastro e equipes de resgate atuando pela segunda vez consecutiva na cidade. Moradores relataram danos extensos e a dificuldade de permanecer nos imóveis afetados.
A situação em Kiev destaca a persistente tensão entre os dois países, que negam ataques deliberados contra civis. Autoridades continuam a apurar vítimas, identificar corpos e apoiar famílias afetadas.
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