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Terremoto de magnitude 4,7 atinge Itália e deixa mais de 20 feridos

Tremor na região de Campi Flegrei, perto de Nápoles, provocou desabamentos, cortes de energia e suspensão de trens

Carro esmagado sob escombros após terremoto na Itália
Carro esmagado sob escombros após terremoto na Itália | Reprodução/Reuters

Um forte terremoto de magnitude 4,7 atingiu a região de Campi Flegrei, próxima a Nápoles, no sul da Itália, nesta sexta-feira (31), provocando desabamentos e deixando ao menos 21 pessoas feridas, duas delas em estado grave. O tremor, registrado às 19h46 (horário local), foi o mais intenso dos últimos 40 anos na região, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV).

O epicentro foi localizado em Campi Flegrei, uma área vulcânica situada a oeste de Nápoles. Após o tremor principal, um enxame sísmico continuou durante a noite, com pelo menos nove novos abalos, incluindo um de magnitude 3,8 por volta das 22h e outro de 3,1 pouco antes da meia-noite. O abalo sísmico teve profundidade aproximada de três quilômetros, segundo o INGV.

Um terremoto de magnitude 4,7 atingiu a região de Campi Flegrei, próxima a Nápoles, no sul da Itália, nesta sexta-feira (31), provocando desabamentos e deixando ao menos 21 pessoas feridas, duas delas em estado grave. O tremor, registrado às 19h46 (horário local), foi o mais intenso dos últimos 40 anos na região, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV).

O epicentro foi localizado em Campi Flegrei, uma área vulcânica situada a oeste de Nápoles. Após o tremor principal, um enxame sísmico continuou durante a noite, com pelo menos nove novos abalos, incluindo um de magnitude 3,8 por volta das 22h e outro de 3,1 pouco antes da meia-noite. O abalo sísmico teve profundidade aproximada de três quilômetros, segundo o INGV.

A cidade de Pozzuoli foi a mais afetada. Um deslizamento de uma encosta de tufo lançou pedras sobre a Via Pergolesi e atingiu diversos veículos. Em outro ponto da cidade, um carro estacionado foi completamente esmagado pelos escombros de um prédio (foto acima). Também foram registrados desabamentos de fachadas, beirais e partes de edificações, além da queda de um muro sobre os trilhos da ferrovia Cumana. Apesar dos danos, nenhum trem foi atingido.

Com medo de novos tremores, milhares de moradores deixaram suas casas e permaneceram nas ruas. O trânsito ficou congestionado devido às tentativas de deixar a cidade, enquanto o porto de Pozzuoli foi fechado por questões de segurança, suspendendo todas as ligações marítimas com as ilhas de Ischia e Procida. Por precaução, as linhas de metrô, trens regionais e ferroviários de alta velocidade foram suspensas para inspeções técnicas.

O terremoto também provocou falhas no fornecimento de energia elétrica após o colapso parcial de um poste de alta tensão na região de Agnano. Equipes da concessionária conseguiram restabelecer o serviço em grande parte da cidade, mas bairros como Fuorigrotta e Bagnoli ainda registravam interrupções durante a noite.

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Medidas após os tremores

A Prefeitura de Pozzuoli ativou imediatamente o Centro de Operações Municipal (COC) para coordenar o atendimento à população. Centros de acolhimento foram montados para receber moradores que não puderam retornar às residências, enquanto equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros realizaram vistorias em imóveis e áreas de risco.

Como medida preventiva, todos os sítios arqueológicos do Parque Arqueológico dos Campi Flegrei foram fechados. As autoridades também avaliarão possíveis danos ao Anfiteatro Flaviano, um dos principais monumentos históricos da região, localizado próximo ao epicentro.

Em Roma, a primeira-ministra Giorgia Meloni acompanhou a situação em contato permanente com o ministro da Proteção Civil, Nello Musumeci, além da Defesa Civil nacional e das autoridades locais. O governo italiano informou que uma unidade de crise foi mobilizada para monitorar os desdobramentos e coordenar a resposta à emergência.

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