A Justiça da Síria condenou à morte nesta terça-feira (11) o ex-ditador Bashar al-Assad, julgado à revelia por crimes cometidos durante os quase 14 anos de guerra civil no país. A decisão é a primeira sentença desse tipo desde a queda do regime, em dezembro de 2024.
Assad foi considerado culpado por uma série de crimes, incluindo homicídios premeditados, assassinatos de mais de uma pessoa, mortes intencionais de crianças menores de 15 anos, tortura, tortura que resultou em morte e privação de liberdade.
A Justiça da Síria condenou à morte nesta terça-feira (11) o ex-ditador Bashar al-Assad, julgado à revelia por crimes cometidos durante os quase 14 anos de guerra civil no país. A decisão é a primeira sentença desse tipo desde a queda do regime, em dezembro de 2024.
Assad foi considerado culpado por uma série de crimes, incluindo homicídios premeditados, assassinatos de mais de uma pessoa, mortes intencionais de crianças menores de 15 anos, tortura, tortura que resultou em morte e privação de liberdade.
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Segundo o tribunal de Damasco, os crimes foram classificados como crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Queda de Bashar al-Assad
Assad deixou a Síria e fugiu para Moscou, na Rússia, em dezembro de 2024, quando forças lideradas por grupos islamistas avançaram sobre Damasco em uma ofensiva relâmpago.
A queda encerrou décadas de domínio da família Assad. Bashar assumiu a Presidência em 2000, após a morte do pai, Hafez al-Assad, que governava o país desde 1971.
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Os novos líderes da Síria prometeram investigar e responsabilizar autoridades envolvidas em crimes cometidos durante o governo anterior.
Em abril deste ano, foram iniciados processos contra Assad e outros integrantes do antigo governo, tanto presentes quanto julgados à revelia, por crimes relacionados à guerra civil.
Guerra deixou mais de 500 mil mortos
O conflito sírio começou em 2011, após a repressão do governo a manifestações pró-democracia. Ao longo dos anos, a guerra provocou a morte de mais de 500 mil pessoas e deslocou milhões de sírios.
Dezenas de milhares de pessoas também desapareceram durante o conflito, muitas delas após serem detidas e levadas para prisões administradas pelas forças do governo.
A revolta teve início na cidade de Daraa, em março de 2011, depois que 15 estudantes foram presos por supostamente escreverem frases contra o governo nas paredes da cidade.
Moradores afirmaram que os jovens foram torturados. O episódio desencadeou protestos pela libertação dos estudantes, que foram reprimidos pelas forças de segurança com uso de munição real.
Irmão de Assad também é condenado
Além de Bashar al-Assad, o tribunal condenou à morte, à revelia, outros seis ex-integrantes das forças militares e de segurança.
Entre eles está Maher al-Assad, irmão do ex-presidente e antigo comandante da Quarta Divisão, uma das unidades de elite do Exército sírio. Ele também deixou o país após a queda do regime.
O ex-ministro da Defesa Fahd al-Freij e Louay al-Ali, que comandava a inteligência militar na província de Daraa em 2011, também estão entre os condenados.
Ex-chefe de segurança é condenado
Atif Najib, primo de Bashar al-Assad e ex-chefe da segurança política em Daraa, foi o único dos réus presentes no tribunal e também recebeu pena de morte.
Preso em janeiro de 2025, Najib foi condenado por crimes que incluem assassinato, morte intencional de crianças menores de 15 anos e tortura que resultou em morte.
De acordo com o juiz, os crimes atribuídos a Najib também são considerados crimes contra a humanidade.
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