Nesta quarta-feira (12) acontecerá um dos principais fenômenos astronômicos de 2026, o eclipse solar total. Ele poderá ser observado em partes da Europa e do Ártico, mas não no Brasil.
Nesta quarta-feira (12) acontecerá um dos principais fenômenos astronômicos de 2026, o eclipse solar total. Ele poderá ser observado em partes da Europa e do Ártico, mas não no Brasil. Veja, abaixo, cinco aspectos sobre o eclipse solar.
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O que é um eclipse total do sol?
Um eclipse solar ocorre quando “a Lua se interpõe exatamente entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre uma faixa estreita da superfície terrestre”, explica a Associação Francesa de Astronomia (AFA).
“Por uma coincidência notável – um dos equilíbrios mais singulares do Sistema Solar -, a Lua, apesar de ser 400 vezes menor que o Sol, está também 400 vezes mais perto: seus diâmetros aparentes são idênticos“, acrescenta a AFA.
Durante vários minutos, “a luz do dia se desvanece, revelando a coroa solar”, ressalta a associação.
Qual será o seu percurso?
O eclipse total deste 12 de agosto de 2026 começará na Rússia, atravessará o Hemisfério Norte e passará ao sul da Groenlândia, antes de cruzar o oceano Atlântico e chegar à Europa. Ele não poderá ser visto do Brasil.
Este eclipse será total, sobretudo em uma faixa que atravessa a Espanha, de Oviedo a Palma de Mallorca, passando por Burgos. Fora dessa faixa, o eclipse será parcial, incluindo a vizinha França.
Qual será a duração?
Na cidade espanhola de Burgos, por exemplo, a duração do eclipse total – o momento em que o Sol estará completamente oculto — será de 1 minuto e 48 segundos.
Mas o fenômeno como um todo será muito mais longo, de cerca de duas horas, visto que começará com um eclipse parcial, seguido pela fase total e, depois, voltará ao aspecto parcial.
É um fenômeno raro?
Entre um e dois eclipses solares são registrados por ano. “Mas a sombra projetada da Lua só entra em contato com a Terra em uma faixa de alguns poucos quilômetros”, recorda a AFA.
Assim, para que um eclipse solar total volte a ser visível a partir de um mesmo local, é preciso esperar cerca de 400 anos. No entanto, outros dois eclipses solares serão visíveis em outras regiões da Espanha nos próximos dois anos: no extremo sul em 2 de agosto de 2027 e, depois, em boa parte do sul do país em 26 de janeiro de 2028.
É necessário utilizar proteção específica?
Para observá-lo, é preciso utilizar lentes que cumpram a norma 12312-2:2015, que protegem as retinas ao filtrar 100% dos raios ultravioleta (UV).
“Não é o eclipse que é perigoso, e sim o fato de olhar diretamente para o Sol sem proteção. A pessoa pode fazer um buraco negro na retina sem perceber, e isso é irreversível”, explica a AFA.
As retinas não possuem receptores de dor e os problemas de visão podem aparecer mais tarde.
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