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Ondas de calor alimentam incêndios e ampliam crise na Europa

Croácia, Grécia, França, Espanha e Reino Unido registram evacuações, mortes e danos em meio a calor extremo e seca

Helicóptero de combate a incêndio sobrevoa floresta coberta por densa fumaça, com focos de fogo visíveis entre as árvores ao fundo.
Helicóptero sobrevoa área atingida por incêndios florestais na Grécia (Crédito: Angelos Tzortzinis/AFP)

A onda de calor e a seca continuam alimentando incêndios florestais em diferentes regiões da Europa. Nesta sexta-feira (14), autoridades registraram mortes, evacuações e destruição em países como Croácia, Grécia, França, Espanha e Reino Unido, enquanto a União Europeia alertou para condições “muito extremas” de fogo em várias partes do continente.

As ondas de calor e a seca continuam alimentando incêndios florestais em diferentes regiões da Europa. Nesta sexta-feira (14), autoridades registraram mortes, evacuações e destruição em países como Croácia, Grécia, França, Espanha e Reino Unido, enquanto a União Europeia alertou para condições “muito extremas” de fogo em várias partes do continente.

Na Croácia, um incêndio atingiu residências durante a madrugada nos arredores de Omis, cidade turística na costa da Dalmácia. Segundo as autoridades, uma pessoa morreu, 40 ficaram feridas e cerca de 1.200 tiveram que deixar a região. Sete pessoas estavam em estado grave, de acordo com um hospital de Split.

No norte da Grécia, mais de 300 pessoas foram retiradas de barco da cidade litorânea de Siviri, em uma península ao sul de Tessalônica. Imagens descritas por autoridades mostravam moradores usando máscaras e carregando crianças e animais de estimação enquanto embarcavam em botes e barcos.

Mais de 140 bombeiros, nove aeronaves e sete helicópteros foram mobilizados para combater o incêndio na região. Embarcações de pesca também participaram da retirada de moradores e turistas.

Reino Unido

No Reino Unido, os incêndios florestais na Inglaterra e no País de Gales atingiram nível recorde pelo segundo ano consecutivo, segundo o Conselho Nacional de Chefes de Bombeiros. A entidade atribui o avanço das chamas às cinco ondas de calor registradas neste verão.

Em Stourbridge, no centro da Inglaterra, um incêndio começou em um campo próximo a um campo de golfe e se espalhou rapidamente. O fogo chegou a uma área residencial e destruiu ao menos uma casa.

Na França, as autoridades retiraram 525 pessoas do vilarejo de Luglon, na região de Landes, no sudoeste do país. A área fica próxima a regiões já devastadas por grandes incêndios neste verão.

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Espanha

Após uma sucessão de mega incêndios no mês de julho, a Espanha continua enfrentando pontos focais de queimadas. Perto do mosteiro de San Juan de la Peña, as autoridades retiraram os restos mortais de três reis de Aragão de um mosteiro que estava sendo ameaçado pelas chamas. A operação ocorreu na noite de quinta-feira (13).

As ossadas reais foram levados para o museu provincial de Huesca, a cerca de 80 quilômetros do mosteiro. A operação também retirou pinturas históricas e vestimentas cerimoniais pertencentes a um conde do século 18 enterrado no local.

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O incêndio na região se intensificou com temperaturas mais altas e ventos fortes. As chamas já queimaram mais de 9.000 hectares e forçaram a retirada de moradores de 16 cidades, embora o mosteiro permanecesse intacto na manhã desta sexta-feira.

No sul da Espanha, um incêndio ainda maior já consumiu 31 mil hectares na província de Huelva e obrigou cerca de 700 pessoas a deixarem suas casas.

Calor extremo agrava risco de incêndios

O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, alertou para condições “muito extremas” de incêndios em uma ampla área da Europa Central e Oriental. A previsão também aponta focos de risco no sul do Reino Unido, na Irlanda, no norte da França e no sul da Suécia.

Nesta sexta-feira, a temperatura máxima média prevista para a Europa Ocidental era de 31,2°C, cerca de 8°C acima da média registrada entre 1961 e 1990, segundo dados do Reuters Climate Monitor. Em toda a Europa, a temperatura ficou 1,6°C acima da média do mesmo período.

O calor persistente e a falta de chuva também pressionam a agricultura. Analistas afirmam que a seca pode reduzir pela metade a safra de milho da França neste ano e levar a produção da União Europeia ao menor nível em décadas.

Cientistas associam o calor extremo e a seca recorde às mudanças climáticas. Essas condições deixam a vegetação mais seca e inflamável, favorecendo a propagação rápida dos incêndios florestais em diferentes regiões do continente.

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