Os incêndios florestais voltaram a atingir diferentes regiões da Europa neste verão, após sucessivas ondas de calor severas agravarem a seca e deixarem a vegetação extremamente inflamável.
Os incêndios florestais voltaram a atingir diferentes regiões da Europa neste verão, após sucessivas ondas de calor severas agravarem a seca e deixarem a vegetação extremamente inflamável.
Segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), as queimadas já destruíram 576 mil hectares no continente neste ano. A área equivale a mais que o dobro do território de Luxemburgo.
Mesmo com queda pontual nas temperaturas em algumas regiões, grandes áreas do oeste, do sul e do centro da Europa ainda apresentavam risco elevado de incêndios desde a segunda-feira (17).
Giro pela Europa
Na Croácia, um incêndio atingiu a cidade turística de Omis e forçou a retirada de cerca de mil pessoas. O caso ocorreu em meio à propagação de focos pelo continente, impulsionados por calor intenso, ventos fortes e vegetação seca.
A situação também preocupa a Bélgica, onde a chuva registrada no leste do país na manhã desta segunda ajudou os bombeiros que tentavam conter o maior incêndio florestal já registrado no território belga. As chamas ameaçavam avançar em direção à fronteira com a Alemanha.
Na Grécia, um casal de idosos morreu no fim de semana após incêndios atingirem a ilha de Salamina. Cerca de 500 pessoas foram retiradas de balsa depois que ventos fortes empurraram as chamas em direção a áreas residenciais e danificaram casas.
Na Espanha, um incêndio em Aragão, no nordeste do país, destruiu 16,6 mil hectares. O fogo avançou em uma região que já vinha sendo afetada por calor extremo e baixa umidade.
+Ondas de calor alimentam incêndios e ampliam crise na Europa
Os incêndios florestais são comuns?
O risco extremo de incêndios tornou-se recorrente nos verões europeus. O clima mais quente e seco, associado às mudanças climáticas, se soma a fatores como abandono rural e acúmulo de vegetação seca em áreas florestais.
De acordo com dados citados por autoridades europeias, cerca de 90% dos incêndios florestais são provocados por atividades humanas, como fogueiras ou cigarros descartados no chão.
A Europa já havia registrado no ano passado sua pior temporada de incêndios, com mais de 1 milhão de hectares queimados. Neste ano, alguns países, incluindo a França, já bateram recordes anuais, mesmo com a temporada tradicional de incêndios, de junho a setembro, ainda em andamento.
+“Zona de guerra”, diz prefeito de cidade consumida por incêndios
Entre na conversa da comunidade