O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (18) uma imagem considerando o Estreito de Ormuz território dos EUA. A montagem foi divulgada na plataforma Truth Social.
Na última sexta-feira (14), o republicano já havia falado que poderia declarar o Estreito como parte dos Estados Unidos. A afirmação foi respondida pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazen Gharibabadim, que afirmou que a rota marítima será aberta ou fechada apenas pelas autoridades iranianas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (18) uma imagem considerando o Estreito de Ormuz um novo território dos EUA. A montagem foi divulgada na plataforma Truth Social.
Na última sexta-feira (14), o republicano já havia falado que poderia declarar o Estreito como parte dos Estados Unidos. A afirmação foi respondida pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazen Gharibabadim, que afirmou que a rota marítima será aberta ou fechada apenas pelas autoridades iranianas.
A interrupção da passagem de petróleo pelo Estreito de Ormuz é o maior impasse atual do conflito dos EUA com o Irã. Aproximadamente 20% do comércio global de petróleo passava pela rota marítima antes da guerra. Agora, o local está bloqueado.
+Trump atinge menor aprovação do mandato, aponta pesquisa Reuters/Ipsos
Trump ordenou nesta segunda-feira (17) que fossem reduzidos os exercícios militares com a Coreia do Sul após o país do leste asiático se recusar a participar de ações com os EUA relacionadas à desnuclearização do Irã. O presidente dos Estados Unidos afirmou que os treinos militares mandam um recado hostil à Coreia do Norte e disse ter “excelente relação” com Kim Jong-un.
À agência de notícias Reuters, um alto funcionário do regime iraniano afirmou, na última segunda-feira (17), que o país adotará uma política ofensiva e “intensificará as tensões no Estreito de Ormuz se a diplomacia com os Estados Unidos falhar”.
“Pressionar-nos ou depender de mediadores para alcançar uma paz duradoura não é realista. O Irã estabeleceu um prazo de algumas semanas para a implementação completa do memorando de entendimento pelos EUA. O cronograma estabelecido pelo Irã será comunicado ao governo americano e aos países da região por meio de mediadores”, declarou o funcionário.
No dia 8 de agosto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que estava “muito perto” de um acordo com o Omã sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito de Ormuz. Os dois países são localizados em lados opostos do estreito.
Ele, no entanto, declarou que não reabriria o canal a menos que os EUA atendessem a certas exigências feitas por Teerã — elas incluem o término das ameaças militares, o fim de hostilidades em toda a região, a liberação de ativos iranianos congelados no exterior e o pagamento de indenização por danos causados na guerra.
As declarações ocorrem em um momento em que o Estreito de Ormuz continua sendo um ponto crítico de pressão para os mercados globais de energia.
Os preços do petróleo subiram nesta semana, com o petróleo Brent se aproximando dos US$ 90 por barril, enquanto os preços da gasolina nos EUA subiram para cerca de US$ 4 por galão (3,8 litros).
+Trump diz que população dos EUA precisa aceitar gasolina mais cara
Entre na conversa da comunidade