Enquanto a Meta enfrenta um julgamento histórico, pais que afirmam que as plataformas de mídia social desempenharam um papel na morte de seus filhos falaram, nesta terça-feira (18), do lado de fora de um tribunal federal em Oakland, na Califórnia.
Os familiares exibiram faixas com os nomes das vítimas e fotos dos filhos durante o ato. Entre eles estava Shannon Heacock, mãe de Elijah Heacock, que morreu por suicídio aos 16 anos. Ela afirmou que o design das plataformas da Meta contribuiu para a morte do filho.
“Isso não foi um acidente. Meu filho não tirou a própria vida. Meu filho foi assassinado”, disse Shannon. Segundo ela, a empresa desenvolveu suas plataformas para maximizar o engajamento de crianças. “Eles sabiam o que estavam fazendo.”
Enquanto a Meta enfrenta um julgamento histórico, pais que afirmam que as plataformas de mídia social desempenharam um papel na morte de seus filhos falaram, nesta terça-feira (18), do lado de fora de um tribunal federal em Oakland, na Califórnia.
Os familiares exibiram faixas com os nomes das vítimas e fotos dos filhos durante o ato. Entre eles estava Shannon Heacock, mãe de Elijah Heacock, que morreu por suicídio aos 16 anos. Ela afirmou que o design das plataformas da Meta contribuiu para a morte do filho.
“Isso não foi um acidente. Meu filho não tirou a própria vida. Meu filho foi assassinado”, disse Shannon. Segundo ela, a empresa desenvolveu suas plataformas para maximizar o engajamento de crianças. “Eles sabiam o que estavam fazendo.”
+ Em julgamento, Meta rejeita acusações de que tentou viciar crianças
Mary Rodee, mãe de Riley Basford, que morreu por suicídio aos 15 anos, também criticou a empresa. “A Meta e outras empresas construíram impérios com base na exploração e se escondem atrás de leis ultrapassadas, enquanto famílias como a minha convivem com as consequências devastadoras”, afirmou.
Já Erin Popolo, mãe de Emily “Emmy” Murillo, que morreu por suicídio aos 17 anos, disse que a filha amava a família, os animais de estimação e a própria vida. Para ela, o problema estava no modo como as plataformas foram projetadas.
“O que ela não conseguiu suportar foi o desespero e o desamparo criados e amplificados pelas escolhas de design que Meta colocou diante dela”, afirmou.
Victoria Hinks, mãe de Alexandra “Owl” Hinks, que morreu por suicídio aos 16 anos, também responsabilizou o algoritmo da empresa. Segundo ela, os engenheiros da Meta desenvolveram um sistema capaz de identificar o que mostrar a uma adolescente em dificuldades para mantê-la conectada. “Eles sabiam e fizeram mesmo assim”, afirmou.
Um grupo bipartidário de 29 estados norte-americanos processa a Meta e busca indenizações que podem chegar a dezenas ou centenas de bilhões de dólares, além de mudanças na forma como a empresa opera.
Quatro estados — Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey — lideram a ação e acusam a Meta de ter projetado Facebook e Instagram para viciar usuários jovens, contribuindo para problemas como ansiedade, depressão e suicídio.
Os jurados também ouvirão as alegações dos 29 estados de que a Meta violou a legislação federal ao coletar e utilizar indevidamente dados pessoais de crianças enquanto elas usavam suas plataformas.
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