A Presidência da Coreia do Sul condenou nesta quinta-feira (20) o lançamento de mais de 10 mísseis balísticos de curto alcance pela Coreia do Norte e determinou que as Forças Armadas mantenham alto nível de prontidão durante os exercícios conjuntos com os Estados Unidos.
Os lançamentos ocorreram um dia após Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, criticar as manobras militares entre Washington e Seul, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir uma redução da participação americana nos exercícios.
A Presidência da Coreia do Sul condenou nesta quinta-feira (20) o lançamento de mais de 10 mísseis balísticos de curto alcance pela Coreia do Norte e determinou que as Forças Armadas mantenham alto nível de prontidão durante os exercícios conjuntos com os Estados Unidos.
Os lançamentos ocorreram um dia após Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, criticar as manobras militares entre Washington e Seul, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir uma redução da participação americana nos exercícios.
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O governo sul-coreano convocou uma reunião emergencial de segurança com representantes do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. Segundo Seul, os mísseis foram disparados da região de Pyongyang em direção ao mar, a leste da Península Coreana.
“O lançamento de mísseis balísticos é um ato grave que viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou a Presidência sul-coreana, que pediu à Coreia do Norte que interrompa esse tipo de ação.
De acordo com o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, os projéteis percorreram cerca de 300 quilômetros.
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O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, disse que os mísseis podem ter sido lançados por sistemas de foguetes de 600 milímetros, conhecidos como KN-25. A Coreia do Norte já afirmou que esse tipo de armamento pode transportar ogivas nucleares táticas.
Ahn também declarou que Pyongyang teria entre 80 e 120 ogivas nucleares.
Os exercícios militares entre Coreia do Sul e Estados Unidos devem terminar na sexta-feira (21). As manobras foram reduzidas após Trump defender uma diminuição da participação americana e afirmar que pretende retomar negociações diplomáticas com Kim Jong-un.
Na segunda-feira (17), Trump disse ter recebido uma resposta do líder norte-coreano após a redução dos exercícios. Kim Yo Jong, porém, afirmou na quarta-feira (19) que não tinha conhecimento de qualquer comunicação recente entre os dois.
Segundo o professor Yang Moo-jin, da Universidade de Estudos Norte-Coreanos, em Seul, os lançamentos podem ter servido para reforçar a oposição de Pyongyang aos exercícios militares e demonstrar descontentamento com as discussões sobre o arsenal nuclear do país.
Para o especialista, a ação também pode ter sido usada para testar e aprimorar os sistemas de armamento norte-coreanos.
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