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Rússia volta a ter filas em postos após nova crise de combustível

Escassez de gasolina ocorre em meio à alta demanda sazonal e a ataques ucranianos contra refinarias russas

Posto de gasolina iluminado à noite na Rússia, com carros nas bombas de abastecimento e prédios residenciais ao fundo.
Escassez de combustível na Rússia começou em maio e se espalhou por grande parte do país em julho (Red Shuheart/Unsplash)

Na Rússia, motoristas enfrentaram longas filas em postos de gasolina em uma onda de escassez de combustível em Moscou. Em alguns locais, os consumidores relataram espera de horas e limites para abastecimento.

Segundo testemunhas e fornecedores ouvidos pela Reuters, postos da capital russe voltaram a impor restrições à compra de gasolina. A crise é atribuída à alta demanda sazonal e aos ataques ucranianos contra refinarias de petróleo russas.

A escassez começou a se intensificar em maio e se espalhou por grande parte das regiões russas em julho. Em Moscou, os postos haviam conseguido aliviar uma primeira onda de restrições em junho, mas o problema voltou a afetar motoristas nesta semana.

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Filas de até um quilômetro

Muitos postos estavam fechados ou ofereciam apenas diesel.

“Já fomos a cinco postos de gasolina e não havia combustível. Na semana passada, havia combustível disponível. E agora, não há combustível novamente”, disse German, morador de Moscou, à Reuters.

O motorista de táxi Marat também relatou dificuldades para abastecer.

“Está tudo muito ruim. Para encontrar combustível, provavelmente você precisa atravessar metade de Moscou de carro. E mesmo assim, você não vai encontrar. Vai ter que esperar duas ou três horas na fila”, afirmou.

Outros motoristas minimizaram a crise. “

Acho que tudo vai voltar ao normal em uma ou duas semanas”, disse Artur, também morador de Moscou.

Rússia passa a importar combustível

Para ampliar a oferta interna, as autoridades russas proibiram exportações de gasolina e diesel, flexibilizaram exigências de qualidade do combustível e começaram a importar derivados de petróleo.

O vice-primeiro-ministro Alexander Novak confirmou na quarta-feira (19) que a Rússia passou a importar combustível. O país costuma ser exportador líquido de petróleo e derivados.

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