Na Rússia, motoristas enfrentaram longas filas em postos de gasolina em uma onda de escassez de combustível em Moscou. Em alguns locais, os consumidores relataram espera de horas e limites para abastecimento.
Segundo testemunhas e fornecedores ouvidos pela Reuters, postos da capital russe voltaram a impor restrições à compra de gasolina. A crise é atribuída à alta demanda sazonal e aos ataques ucranianos contra refinarias de petróleo russas.
A escassez começou a se intensificar em maio e se espalhou por grande parte das regiões russas em julho. Em Moscou, os postos haviam conseguido aliviar uma primeira onda de restrições em junho, mas o problema voltou a afetar motoristas nesta semana.
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Filas de até um quilômetro
Muitos postos estavam fechados ou ofereciam apenas diesel.
“Já fomos a cinco postos de gasolina e não havia combustível. Na semana passada, havia combustível disponível. E agora, não há combustível novamente”, disse German, morador de Moscou, à Reuters.
O motorista de táxi Marat também relatou dificuldades para abastecer.
“Está tudo muito ruim. Para encontrar combustível, provavelmente você precisa atravessar metade de Moscou de carro. E mesmo assim, você não vai encontrar. Vai ter que esperar duas ou três horas na fila”, afirmou.
Outros motoristas minimizaram a crise. “
Acho que tudo vai voltar ao normal em uma ou duas semanas”, disse Artur, também morador de Moscou.
Rússia passa a importar combustível
Para ampliar a oferta interna, as autoridades russas proibiram exportações de gasolina e diesel, flexibilizaram exigências de qualidade do combustível e começaram a importar derivados de petróleo.
O vice-primeiro-ministro Alexander Novak confirmou na quarta-feira (19) que a Rússia passou a importar combustível. O país costuma ser exportador líquido de petróleo e derivados.
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