Quatro migrantes marroquinos foram presos neste sábado (29) suspeitos de atirar pedras contra uma patrulha do Exército espanhol em Ceuta, enclave espanhol no norte da África. Um dos militares caiu e se machucou durante a perseguição aos agressores, segundo porta-voz da polícia à AFP. Foi o segundo episódio do tipo registrado nos últimos dias. Na […]
Quatro migrantes marroquinos foram presos neste sábado (29) suspeitos de atirar pedras contra uma patrulha do Exército espanhol em Ceuta, enclave espanhol no norte da África. Um dos militares caiu e se machucou durante a perseguição aos agressores, segundo porta-voz da polícia à AFP.
Foi o segundo episódio do tipo registrado nos últimos dias. Na quinta-feira (27), 12 migrantes marroquinos foram presos na mesma cidade por jogar pedras contra um veículo militar espanhol, ferindo um dos quatro ocupantes. De acordo com veículos de imprensa locais, 11 deles foram deportados para o Marrocos.
Ceuta segue como foco de tensão política e de segurança para a Espanha desde que dezenas de milhares de migrantes atravessaram a fronteira vindos do Marrocos em julho, o que gerou alarme entre parceiros europeus de Madri.
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A maior parte desses migrantes deixou o território nos dias seguintes, mas milhares permanecem em Ceuta, circulando pelas ruas e dormindo nas praias da cidade, que tem 80 mil habitantes.
Moradores de Ceuta que protestavam contra a permanência dos migrantes entraram em confronto com a polícia na quinta-feira, o que levou o governo espanhol a pedir calma à população.
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O comissário europeu de Migração, Magnus Brunner, afirmou neste sábado, em publicação na rede social X, que a Espanha pediu apoio à Frontex, agência de controle de fronteiras da União Europeia, à Europol, agência de cooperação policial europeia, e à Agência da União Europeia para o Asilo.
“Já estamos trabalhando no pedido e tomaremos uma decisão rápida”, disse Brunner, classificando a situação em Ceuta como “desafiadora”.
“A prioridade continua sendo garantir o retorno rápido de todos os que permanecem ilegalmente em Ceuta”, afirmou.
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