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Pelo menos 2 mil migrantes permanecem em Ceuta; autoridades divergem sobre total

72 mil pessoas nadaram do Marrocos até o enclave espanhol; Meta e TikTok vão ampliar verificação de boatos

Migrantes aguardam para receber água potável no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, em 7 de agosto de 2026, após um fluxo maciço de migrantes vindos do Marrocos nos últimos dias
Dos 72 mil migrantes que chegaram a Ceuta, 70 mil retornaram ao Marrocos, segundo dados oficiais espanhóis, que registraram 80 mortes. (Créditos: Antonio Sempere/AFP)

Treze dias após a entrada em massa de migrantes vindos do Marrocos e de refugiados de outros países africanos em Ceuta, milhares de pessoas ainda permanecem nas ruas. O número de migrantes no enclave espanhol é incerto: segundo o jornal local <em data-start=”243″ data-end=”263″>El Pueblo de Ceuta</em>, cerca de 10 mil pessoas estão na cidade.

Treze dias após a entrada em massa de migrantes vindos do Marrocos e de refugiados de outros países africanos em Ceuta, milhares de pessoas ainda permanecem nas ruas. O número de migrantes no enclave espanhol é incerto: segundo o jornal local El Pueblo de Ceuta, cerca de 10 mil pessoas estão na cidade.

No fim de julho, 72 mil pessoas cruzaram a nado da parte marroquina para o território espanhol. Desse contingente, 70 mil foram enviadas de volta ao Marrocos, segundo o Ministério do Interior da Espanha. De acordo com a BBC, entre 3 mil e 5 mil pessoas, entre elas cerca de 1.500 menores de idade, continuam na cidade.

Na quarta-feira (12), o governo marroquino anunciou medidas para impedir um novo fluxo de migrantes, após constatar uma nova onda de desinformação nas redes sociais. Há mais de uma semana, publicações na internet afirmam que o posto de fronteira entre a cidade marroquina de Fnideq e Ceuta “estará aberto” em 15 de agosto, feriado na Espanha.

+Espanha diz que Ceuta é “intocável” após Marrocos reivindicar território

Ainda nesta semana, a União Europeia pressionou Meta e TikTok a ampliarem a checagem de conteúdos falsos. Na terça-feira (11), a Comissão Europeia informou que havia estabelecido um mecanismo para melhorar a cooperação com as empresas.

“As plataformas confirmaram que ativaram seus protocolos de crise e (…) decidiu-se que seria colocado em prática um mecanismo para aumentar a coordenação e a cooperação”, declarou à imprensa o porta-voz da Comissão, Balazs Ujvari.

O mecanismo pode ser acionado em tempos de crise com o objetivo de ajudar as plataformas a “receberem melhores informações por parte dos checadores de fatos” sobre possível “desinformação prejudicial relacionada, por exemplo, com uma possível nova travessia maciça da fronteira”, afirmou.

Um porta-voz da Meta disse que uma equipe estava “monitorando a situação em Ceuta em tempo real e removendo conteúdo que viola nossas políticas”.

O TikTok também ressaltou que possui regras rígidas contra conteúdos que incentivam ou facilitam o tráfico de pessoas e as travessias irregulares de fronteiras.

Com informações da AFP

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