No fim de julho, 72 mil pessoas cruzaram a nado da parte marroquina para o território espanhol. Desse contingente, 70 mil foram enviadas de volta ao Marrocos, segundo o Ministério do Interior da Espanha. De acordo com a BBC, entre 3 mil e 5 mil pessoas, entre elas cerca de 1.500 menores de idade, continuam na cidade.
Na quarta-feira (12), o governo marroquino anunciou medidas para impedir um novo fluxo de migrantes, após constatar uma nova onda de desinformação nas redes sociais. Há mais de uma semana, publicações na internet afirmam que o posto de fronteira entre a cidade marroquina de Fnideq e Ceuta “estará aberto” em 15 de agosto, feriado na Espanha.
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Ainda nesta semana, a União Europeia pressionou Meta e TikTok a ampliarem a checagem de conteúdos falsos. Na terça-feira (11), a Comissão Europeia informou que havia estabelecido um mecanismo para melhorar a cooperação com as empresas.
“As plataformas confirmaram que ativaram seus protocolos de crise e (…) decidiu-se que seria colocado em prática um mecanismo para aumentar a coordenação e a cooperação”, declarou à imprensa o porta-voz da Comissão, Balazs Ujvari.
O mecanismo pode ser acionado em tempos de crise com o objetivo de ajudar as plataformas a “receberem melhores informações por parte dos checadores de fatos” sobre possível “desinformação prejudicial relacionada, por exemplo, com uma possível nova travessia maciça da fronteira”, afirmou.
Um porta-voz da Meta disse que uma equipe estava “monitorando a situação em Ceuta em tempo real e removendo conteúdo que viola nossas políticas”.
O TikTok também ressaltou que possui regras rígidas contra conteúdos que incentivam ou facilitam o tráfico de pessoas e as travessias irregulares de fronteiras.
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