Nesta segunda-feira (31), a Itália prorrogou o controle de fronteiras com a Espanha por mais 15 dias após a crise migratória em Ceuta. O prazo para que os acordos de livre circulação entre os países membros da União Europeia chegaria ao fim no ínicio desta semana.
Nesta segunda-feira (31), a Itália prorrogou o controle de fronteiras com a Espanha por mais 15 dias após a crise migratória em Ceuta. O prazo para que os acordos de livre circulação entre os países membros da União Europeia chegaria ao fim no ínicio desta semana.
O governo conservador da primeira-ministra Giorgia Meloni adotou as restrições em 1º de agosto. Roma justificou a medida afirmando que queria impedir que migrantes que entraram em Ceuta seguissem viagem para a Itália.
Em resposta, a Espanha informou que também continuará verificando passageiros que chegam da Itália por via aérea e marítima no mesmo período.
As medidas recíprocas afetam o funcionamento do espaço Schengen, área da União Europeia em que, normalmente, não há controle de passaportes entre os países participantes.
Vale ressaltar que Ceuta já não fazia parte do espaço Schengan. Ou seja, pessoas que saíssem do enclave espanhol teriam que passar pelo controle fronteiriço mesmo que fossem para Espanha.
Crise em Ceuta
Autoridades espanholas afirmam que entre 5 mil e 8 mil pessoas ainda permanecem em Ceuta depois que ao menos 72 mil cruzaram a fronteira vindas do Marrocos em 30 de julho.
Pelo menos 82 migrantes foram encontrados mortos no lado espanhol da fronteira. O Marrocos confirmou outras 14 mortes.
O Ministério do Interior da Itália afirmou estar ciente das medidas adotadas pela Espanha, em conjunto com a União Europeia, para tentar normalizar a situação na região.
Com informações da Reuters
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