Nesta segunda-feira (31) o presidente russo Vladmir Putin informou ao líder chinês Xi Jinping a pretensão de um apoio na área de inovação digital e inteligência artificial entre ambas as nações. A parceria foi relatada durante um encontro de líderes que ocorreu no Quirguistão. “As inovações digitais, incluindo as tecnologias de inteligência artificial, também estão […]
Nesta segunda-feira (31) o presidente russo Vladmir Putin informou ao líder chinês Xi Jinping a pretensão de um apoio na área de inovação digital e inteligência artificial entre ambas as nações. A parceria foi relatada durante um encontro de líderes que ocorreu no Quirguistão.
“As inovações digitais, incluindo as tecnologias de inteligência artificial, também estão abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento econômico de nossos países”, afirmou Putin.
Ambos chegaram ao país da Ásia Central para uma cúpula de dois dias da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), um bloco regional que busca servir como contrapeso ao Ocidente. O último encontro entre os dois ocorreu em maio, em Pequim.
+ Kremlin diz que não vê perspectiva de melhora com a União Europeia
A Rússia, com suas tropas concentradas na Ucrânia, estreitou laços com seu principal cliente de petróleo, a China, que nunca condenou Moscou pela invasão que já dura quatro anos e meio.
“A cooperação está se desenvolvendo com sucesso em todas as frentes”, disse Putin a Xi antes das conversas.
A China está disposta a trabalhar com a Rússia e outros países para “fortalecer as forças que lideram a reforma da governança global e promovem um mundo multipolar igualitário e ordenado”, disse Xi durante a reunião.
+ Empresa chinesa de IA irá construir dois data centers no Brasil
Rússia busca crescer no âmbito digital
Nos últimos meses, o Kremlin tem focado em reforçar seu controle sobre a esfera online, impondo interrupções massivas e intermitentes da internet e restrições a aplicativos de mensagens populares.
Moscou está incentivando os russos a adotarem a plataforma de mensagens Max, apoiada pelo Estado — um superaplicativo não criptografado semelhante ao WeChat chinês, que, segundo críticos, levanta preocupações com a privacidade e a espionagem.
+ Gigante chinesa lança modelo de IA em código aberto
O governo tem ameaçado repetidamente sites estrangeiros com proibições, o que, segundo defensores dos direitos humanos, faz parte de uma tentativa mais ampla das autoridades de controlar e monitorar o uso da internet.
(Com informações de AFP e Reuters)
Entre na conversa da comunidade