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Número de mortos pelas enchentes no Himalaia se aproxima de mil

Buscas por 4.471 desaparecidos continuam no Nepal e no Tibete; mais de 2.500 construções foram destruídas na região

Imagem aérea mostra torrente de água barrenta avançando por casas e pelo rio Trishuli após as enchentes repentinas, em Betrawati, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 29 de agosto de 2026 | Foto: Prabin Ranabhat/AFP
Imagem aérea mostra torrente de água barrenta avançando por casas e pelo rio Trishuli após as enchentes repentinas, em Betrawati, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 29 de agosto de 2026 | Foto: Prabin Ranabhat/AFP

O número de mortos pelas devastadoras enchentes próximas à fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, subiu para 939, informaram nesta segunda-feira (31) autoridades nepalesas. O país ainda contabiliza 3.925 desaparecidos, seis dias após a tragédia. Na região do Tibete, autoridades chinesas confirmaram 16 mortes e 546 desaparecidos. Com isso, o balanço geral […]

O número de mortos pelas devastadoras enchentes próximas à fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, subiu para 939, informaram nesta segunda-feira (31) autoridades nepalesas. O país ainda contabiliza 3.925 desaparecidos, seis dias após a tragédia.

Na região do Tibete, autoridades chinesas confirmaram 16 mortes e 546 desaparecidos. Com isso, o balanço geral do desastre chega a 955 mortos e 4.471 desaparecidos.

As enchentes atingiram principalmente o vale de Trishuli, no Nepal. Segundo levantamento da agência AFP com base em dados do observatório europeu Copernicus, mais de 2.500 construções foram destruídas na região.

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O número corresponde a cerca de dois terços dos imóveis localizados nas três áreas potencialmente afetadas analisadas pelo Serviço de Gestão de Emergências do Copernicus. Considerando também os edifícios parcialmente danificados, mais de sete em cada dez estruturas foram afetadas.

As áreas atingidas incluem partes das cidades de Timure, Syabrubesi e Bidur, ao norte da capital Katmandu. Antes da tragédia, os locais abrigavam aproximadamente 6 mil pessoas.

Geleira teria provocado enchente

Cientistas atribuem a inundação repentina ao colapso de uma enorme geleira no Himalaia. A força da água percorreu cerca de 20 quilômetros desde a geleira até atingir o posto de fronteira de Gyirong, entre o Nepal e o Tibete.

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Timure e seus arredores perderam mais de 80% das construções. Em Syabrubesi, localizada cerca de 10 quilômetros mais ao sul, quase três quartos dos imóveis foram destruídos.

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A região de Syabrubesi é conhecida por ser o ponto de partida da trilha de Langtang e também uma rota utilizada por peregrinos hindus.

Mais ao sul, as margens do rio na região de Bidur tiveram mais de 1.800 construções destruídas, o equivalente a três em cada cinco imóveis da área.

Buscas e ajuda são prejudicadas

Além das residências, as enchentes destruíram estradas e pontes, dificultando o acesso das equipes de emergência e a entrega de ajuda às comunidades afetadas.

As autoridades continuam as buscas pelos desaparecidos. Imagens da região de Bharatpur, terceira cidade mais populosa do Nepal, ainda estavam sendo analisadas na manhã desta segunda-feira para dimensionar os impactos do desastre.

*Com informações da AFP

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