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Netanyahu diz que o exército de Israel não deixará a Faixa de Gaza

Primeiro-ministro visita o território devastado pela guerra pela primeira vez desde que o cessar-fogo entrou em vigor

Netanyahu em visita à Faixa de Gaza | Foto: Reprodução / X @netanyahu
Netanyahu em visita à Faixa de Gaza | Foto: Reprodução / X @netanyahu

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou nesta quarta-feira (2) as forças israelenses na Faixa de Gaza, onde afirmou que não pretende retirar as tropas, apesar da pressão recente de mediadores para avançar em um plano de cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos que prevê a retirada militar.

Foi a primeira vez que Netanyahu visitou o território devastado pela guerra desde que o cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor, em outubro de 2025.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou nesta quarta-feira (2) as forças israelenses na Faixa de Gaza, onde afirmou que não pretende retirar as tropas, apesar da pressão recente de mediadores para avançar em um plano de cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos que prevê a retirada militar.

Foi a primeira vez que Netanyahu visitou o território devastado pela guerra desde que o cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor, em outubro de 2025.

“Controlamos a área. Não estamos recuando. Permaneceremos nesta linha”, disse Netanyahu perto da chamada Linha Amarela, que delimita as áreas sob controle do Hamas e das forças militares israelenses.

“Controlamos 60% da Faixa e não vamos parar, porque estamos eliminando os terroristas que nos ameaçam, dia após dia.”

Israel continuou realizando ataques na Faixa de Gaza e suas forças avançaram ainda mais no território, apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, sob a justificativa de que precisa eliminar ameaças do Hamas, responsável pelo ataque sem precedentes de 7 de outubro de 2023 contra Israel.

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Os apelos internacionais para avançar para as próximas etapas do plano de paz liderado pelos Estados Unidos não impediram Israel de continuar atacando palestinos que afirma serem militantes.

Netanyahu, que enfrentará uma eleição apertada em outubro, rejeitou no mês passado uma proposta para avançar à próxima fase do plano depois que o Hamas afirmou ter concordado em entregar suas armas.

O primeiro-ministro israelense prometeu que não haverá retirada militar até que o movimento islamista palestino esteja “genuinamente” desarmado.

Na terça-feira, Israel afirmou que suas forças e uma milícia palestina contrária ao Hamas capturaram o chefe do aparato de segurança interna do grupo durante uma operação terrestre na Cidade de Gaza que, segundo autoridades palestinas de saúde, deixou quatro mortos.

O Ministério do Interior do Hamas identificou o homem como Muein al-Arabid e afirmou que ele era um “oficial do serviço de segurança interna”, mas não confirmou se ocupava o cargo de chefe da estrutura.

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“Estamos fazendo tudo para alcançar nosso objetivo: desarmar o Hamas e desmilitarizar Gaza. Gaza não representará mais uma ameaça a Israel”, disse Netanyahu nesta quarta-feira, acrescentando que “ainda há trabalho a ser concluído, e nós o concluiremos”.

O ministro da Defesa de Israel afirmou nesta quarta-feira que o país tem planos para retirar palestinos da Faixa de Gaza, mas aguarda os Estados Unidos definirem para onde eles seriam levados.

“No fim, não existe uma solução real para Gaza sem essa migração”, afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz, durante uma conferência organizada pelo site israelense Ynet e pelo jornal Yedioth Ahronoth.

Segundo ele, o governo israelense “está organizado e preparado para retirá-los, por mar, por ar, de todas as formas possíveis”.

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Sugestões semelhantes feitas anteriormente, de que os moradores de Gaza poderiam ser deslocados completamente do território, provocaram forte reação internacional e também foram condenadas por palestinos.

Ao anunciar o cessar-fogo da guerra em Gaza, em outubro, Trump apresentou um plano de 20 pontos para o território que incluía a proibição de deslocamento forçado.

O deslocamento forçado de civis em território ocupado é considerado crime de guerra pelas Convenções de Genebra.

As operações israelenses em Gaza mataram pelo menos 1.334 pessoas desde a entrada em vigor do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território palestino, que também funciona sob a autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.

O Exército israelense informou a morte de cinco militares no mesmo período, além de um funcionário civil contratado.

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