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Estreito de Ormuz: tráfego atinge 5% do volume anterior à guerra

No fim de semana, o número de navios cruzando o estreito ficou abaixo da média diária registrada nos dez dias anteriores

Imagem de satélite em cor real do Estreito de Ormuz, mostrando a costa árida do Irã ao norte, a Península de Musandã e a costa dos Emirados Árabes Unidos ao sul, com as águas escuras do golfo separando as duas margens.
Antes da guerra no Irã, Estreito de Ormuz respondia por cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito (Crédito: Reprodução/NASA)

O tráfego de navios cargueiros no Estreito de Ormuz caiu para menos de dez embarcações por dia no fim de semana, aponta levantamento preliminar de rastreamento naval divulgado nesta segunda-feira (14). O volume equivale a cerca de 5% do fluxo registrado antes da guerra no Irã, quando cerca de 125 grandes embarcações cruzavam o estreito diariamente. Ele ficou bem abaixo da média registrada nos dez dias anteriores, que era de 14 navios por dia.

Entre sábado e domingo, quatro embarcações deixaram o Golfo pelo estreito. A lista inclui um navio Handysize sem carga, um Handy transportando gás liquefeito de petróleo, um Supramax com fertilizante e um Suezmax carregado com petróleo bruto ou condensado.

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Outras dez embarcações entraram no Golfo no mesmo período. Entre elas, um mini-graneleiro com pequenas cargas, um Handymax com grãos, um Panamax com metais e um Supramax com carga seca a granel.

Os dados não contabilizam eventuais navios que tenham cruzado o estreito com os transponders do Sistema de Identificação Automática desligados, para evitar serem rastreados.

A Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que uma embarcação foi atingida por um projétil não identificado durante a travessia do estreito na madrugada de domingo. Segundo o órgão, ainda não há informações sobre o estado da tripulação, a extensão dos danos ou eventual impacto ambiental.

Até o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, o Estreito de Ormuz costumava concentrar a passagem diária de cerca de 125 grandes embarcações comerciais, entre petroleiros, navios de gás, graneleiros e porta-contêineres. A rota respondia por aproximadamente 20% do fornecimento mundial diário de petróleo bruto e gás natural liquefeito.

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As exportações de petróleo do Irã seguem paralisadas desde meados de julho, quando os Estados Unidos reimpuseram um bloqueio ao transporte marítimo ligado ao país.

Trump decidirá se EUA vão negociar com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (14) que o Irã deseja fechar um acordo com o país e que a decisão sobre a participação americana na negociação caberá a ele.

Em publicação na rede Truth Social, Trump escreveu: “A enfraquecida nação do Irã quer fechar um acordo, e quer fazê-lo rapidamente, a qualquer custo. Caberá a mim decidir se os Estados Unidos vão se engajar nisso ou não, uma possibilidade à qual estamos abertos”.

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